Mais uma vista de TOPO

O 3º piso do Centro Cultural de Belém já era alto, mas agora é de topo! O novo restaurante do grupo TOPO abriu dia 26 de outubro e já começa a dar que falar.

A subida ao topo nasceu no Martim Moniz, logo depois veio o Chiado e o TOPO Oriental – um espaço integrado no TOPO-Martim Moniz. “Mesmo piso, uma secção à parte”, disse o gerente do estabelecimento de Belém, Guilherme Clara, com quem a ESCS MAGAZINE falou.

Qual é o segredo para ser um restaurante de topo? É uma receita que muitos querem saber. O gerente responde: “Com este TOPO há uma nova dinâmica dentro do grupo.” O gerente não descura a componente de restauração dos outros restaurantes, mas realça que estes têm uma forte componente de bar, uma parte muito importante e que tem vindo a escalar para uma carta de refeições pensada e cuidada.

No TOPO-Belém, também pela própria localização do novo restaurante, há um ênfase na restauração mas não há qualquer esquecimento da carta de bar. Neste novo espaço, pode ter na sua mão um dos 5 novos coquetéis inspirados nos 5 continentes. Tudo isto, enquanto contempla o rio Tejo, o Padrão dos Descobrimentos e a Ponte 25 de abril.

Tendo em conta onde se insere, este TOPO tem objetivos ligeiramente diferentes: tocar num segmento de clientes de classe média-alta e de uma faixa etária um pouco mais velha. O que se nota na decoração sóbria, simples e elegante. Porém, não definitiva, pois “não foi pretendido que este TOPO destoasse do resto do CCB”. Há uma identidade marcada e pertencente a este Centro Cultural, o que faz que uma refeição neste espaço seja também uma experiência do mesmo cariz.

Entre clientes fidelizados que ouviram a palavra e vieram experimentar, colaboradores do CCB, visitantes das exposições e pessoas que comparecem a palestras, o restaurante procura agradar a todos. Por exemplo, com um menu executivo muito atrativo.

Por 12,5€, o cliente que pedir o menu executivo tem direito a: entrada (pão com manteiga de ervas e azeite), um prato de peixe ou carne, uma bebida (um copo de vinho branco ou tinto, um refrigerante, água ou mesmo um sumo do dia) e uma sobremesa. Esta solução acaba por ser “não monótona”, uma vez que a carta está constantemente em evolução. “Creio que é um menu honesto, como se diz na gíria dos 3 b’s: bom, bonito e barato.”

Há uma especial atenção à qualidade da matéria-prima. Desde os ingredientes frescos, da época e disponíveis no mercado, até detalhes como o pão finalizado no restaurante (que vem quente para a mesa). As ervas são tão frescas que são cortadas no momento, tendo sido plantadas em vasinhos que estão no balcão.

Mal entra no restaurante, uma das coisas de que se apercebe logo é o facto da cozinha estar virada para os clientes, sendo notável o som e cheiro que dali vêm. Quando entra num restaurante com cozinha aberta na qual há o barulho suficiente para que tudo corra bem ponha-o no topo da sua lista. Para além do mais, se quiser comer porco preto DOP, queijo de origem controlada, arroz de javali, à brás de bacalhau ou pastéis de bacalhau com base de arroz de feijão moído, na tentativa de recriar o ritual de “rapar o prato”, este é o local ideal.

O gerente faz questão de salientar que estes pratos tradicionais portugueses refletem a marca TOPO e têm o toque pessoal dos chefes, pela sua apresentação moderna e jovem.

Novidades que o futuro trará serão os pratos clássicos, como o cozido à portuguesa e o cabrito, mas tudo de forma ligeiramente diferente. Não vai faltar a interpretação do TOPO e atenção que apenas estarão disponíveis ao fim de semana e mediante reserva. Será um regresso às origens com uma atenção especial em relação ao produto, para que este seja de extrema qualidade, pois “sem isto, seriamos só mais um tasco em Lisboa”, diz o gerente do TOPO.

O TOPO tem clientes fiéis e esses já devem saber da abertura do novo espaço que, de alguma forma, é deles. Contudo, se procura um restaurante ótimo onde paga o justo pelo que come, experimente dar um salto àquele que irá ser o ponto alto do seu dia.

Lugar para si não há de faltar! São 60 lugares sentados e 12 lugares de bancada, para os que querem mais rapidez. Na esplanada, mais 34 lugares. Mas já há ambição de criar mais lugares, uma vez que há espaço para o fazer. Mas tudo a seu tempo, pois o estabelecimento ainda se encontra em softopening. A inauguração oficial está marcada para dia 1 de dezembro.

O restaurante está aberto de domingo a 5ªfeira, entre as 12h e as 00h; sendo que à 6ªfeira, aos sábados e em vésperas de feriado encerra às 02h.

É de realçar que dia 24 e 31 de dezembro estão abertos, bem como no primeiro dia do ano de 2018.

 

Na ementa daquele dia:

Para entrada: pão ainda ligeiramente quente com manteiga de alho e azeite – uma ótima maneira de dizer “Bem-vindo”.

Prato do dia, numa seleção entre frango na púcara e arroz de polvo malandrinho, seguimos pelo prato de carne: uma coxa de frango com bacon, cenoura e chalota, acompanhado com batata frita.

Para acabar, uma sobremesa: Parfait de manga. Uma bola de gelado de manga, cremoso e pouco doce, com uma calda de manga pungente. Tudo por cima de bolacha. Um hibrido entre cheesecake e semifrio. Se é uma daquelas pessoas que não tem o costume de pedir sobremesa, pelo menos aqui terá de o fazer. É de topo!

Posted in Capital and tagged , , , , , , .

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *