Museu Van Gogh – a alma impetuosa da cidade de Amesterdão

É em plena Praça Dos Museus (Museumplein), em Amesterdão, que podemos encontrar um espaço dedicado a um dos mais aclamados artistas de todos os tempos: o Museu Van Gogh.

Este espaço foi o eleito pelo sobrinho do artista Vicent Van Gogh, Vicent Willem Van Gogh, para expor as obras do tio e partilhar com o mundo o legado e a vida do mesmo. No edifício de três andares, todos dedicados à vida do artista holandês, podem encontrar-se relatos tanto da vida pessoal do artista como dos seus estudos artísticos.

Passemos, então, antes de mais nada às apresentações (mais ou menos) formais. Vicent Van Gogh nasceu em Zundert, Holanda, a 30 de maio de 1853 e morreu 37 anos depois, após ter cometido suicídio numa ala psiquiátrica em França, na qual se apresentou pelo próprio pé.  Dedicou muito do seu tempo ao estudo de pintores consagrados de forma a aperfeiçoar a sua própria arte, visto que, apesar daquilo que é comum pensar, Van Gogh tentava pintar o mais formalmente possível, não se deixando levar pelo desleixo que pode provir da emoção artística. A sua pintura classifica-se como Pós-Impressionista.

Muito ligado ao irmão mais novo, Theo, Vincent trocava correspondência regularmente com o mesmo e contava com o seu financiamento para conseguir continuar a pintar, visto que o aclamado pintor apenas atingira a fama após a sua morte.

Para além de pequenas trivialidades que nos permitem, sobretudo, localizar o pintor no tempo e no espaço, o museu disponibiliza, naturalmente, algumas das mais imponentes obras do autor, acompanhadas da data da sua finalização, bem como da localização do autor e do seu estado psicológico aquando da realização de cada uma.

São de destacar as obras que o autor pintou aquando da sua estadia em Paris, durante a qual travou conhecimento e amizade com grandes nomes da pintura francesa como Émile Bernard e Paul Cézanne. Nesta época, inspirou-se sobretudo nas paisagens parisienses e na pintura japonesa, que admirava e tentava recriar.

Amendoeira (1890)

O Ex-libris da sua carreira e, consequentemente , do museu são os auto-retratos, nos quais o autor expressava a maneira como se auto visionava bem como treinava a sua técnica e  expressão artísticas.

Apaixonado, trabalhador, turbulento são apenas algumas palavras que descrevem aquilo que conseguimos retirar da personalidade do autor aquando da visita a este museu, que se revela totalmente imperdível para os amantes da pintura e da história.

A proximidade ao artista, que a visita a este espaço nos proporciona, é algo poderoso a nível emocional e estético, sendo a sua visita urgente e sensibilizadora.

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