O bom filho a casa torna e promove a aproximação da comunidade escolar ao mercado de trabalho

A existência do mentoring já é conhecida pelos escsianos: quer falemos do programa relativo ao acompanhamento de mentees por mentores, quer abordemos os dias de mentoring, a Escola Superior de Comunicação Social promove a troca de experiências entre formandos e formados. No último Dia do Mentoring de Jornalismo, os objetivos traçados foram bem claros: o esclarecimento de dúvidas acerca dos percursos profissionais disponíveis para um jornalista e o estabelecimento de uma ponte entre ex-escsianos e atuais estudantes de Jornalismo.  

O ECO é um jornal económico digital que junta uma plataforma tecnológica inovadora a um jornalismo independente e próximo dos leitores.”  

Tiago Varzim passou pela ESCS FM, foi assistente de produção no E2 e escreveu sobre a 1.ª Arte na revista Arte Sonora. Agora, trabalha no ECO, jornal económico online direcionado para um nicho: empresários, gestores e investidores. No entanto, também são bem-vindas pessoas com interesse na vertente da economia, como estudantes. O jovem jornalista produz vários tipos de artigos, desde aqueles focados na análise da economia nacional e internacional aos mais específicos – exemplo disso são as rubricas Volta ao mundo em 80 segundos, uma revista de imprensa global, e 5 coisas que precisa de saber antes de abrirem os mercados.

 

As notícias não têm hora marcada, o nosso jornalismo também não. E porque a informação é livre, nós também somos.” 

João Francisco Gomes, redator no Observador, revelou a ideia principal que lhe era transmitida enquanto estudava na ESCS, escola que aposta nas unidades curriculares que simulam a realidade dos locais de trabalho para que os estudantes cheguem ao seu primeiro emprego preparados para enfrentar desafios: “Ouvia sempre que o mais importante era envolver-me nos núcleos e a verdade é que, se não tivesse estado na ESCS MAGAZINE e na ESCS FM, teria só passado pelas aulas práticas”.  Apesar de frequentar o Mestrado em Ciência Política, na vertente de Estudos Europeus, admite que “depois da licenciatura, a prioridade deve ser trabalhar”.  Quando questionado por Tiago Varzim acerca dos fatores que contribuem para a melhoria da qualidade do seu trabalho, João é direto: “Não há semana, no meu trabalho, em que não sinta que faça coisas com mais qualidade devido aos conhecimentos que adquiri fora da faculdade”. O antigo criador e editor da secção de Ciência do site Ardinas 24 também apostou na criação de um blogue, ambicionando sempre crescer fora das aulas.

 

“Rimas e Batidas, a cultura hip-hop e sons emergentes em português.” 

Alexandra Oliveira Matos, da Rimas e Batidas, nutre um afeto especial por duas áreas distintas: o hip-hop e a política. Trabalhou na Sporting TV, na Escrita em Mente e chegou a ser estagiária na SIC, na secção de política: “É como andar de bicicleta, conseguimos sempre chegar lá, mas é necessário ter fontes privilegiadas e muita memória”.

Referiu também com pesar o estigma sofrido pelos jornalistas mais jovens: “Os profissionais mais antigos têm por vezes umas palas nos olhos e não conseguem ver, por isso as minhas portas na política fecharam-se um bocado”. Alexandra não se sentia devidamente apoiada pelos colegas mais velhos, a quem implorava que a levassem em reportagem ou que lhe cedessem alguns contactos, nunca tendo muita sorte, acabando por perder a motivação. Desde que deixou de trabalhar em televisão, Alexandra trabalhou várias vezes como assessora de comunicação e acha que o cargo não devia ser incompatível com a função de jornalista, sendo que se sente mais valorizada a desempenhá-lo.

Alguns meses após ter terminado a licenciatura, ingressou no Mestrado em Ciência Política no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, mas arrependeu-se: “Cometi um erro porque não tinha vivido a vertente do trabalho, tinha acabado de sair da ESCS”.

 

Inspiring Future – Fica a saber tudo o que precisas de saber sobre o ensino superior.”

 Luís Vicente, editor na Inspiring Future, passou quase um ano no Diário de Notícias antes de ingressar no projeto que se dedica a inovar na área da educação. “O que nos faz melhores não são as aulas práticas, somos nós. Podemos estar na ESCS, na NOVA, mas se não formos bons e se não quisermos, não chegamos lá”, defende.

Após ter falado em proatividade e ter reforçado a importância do Mestrado em Ciências Empresariais que tirou no ISEG – Lisbon School of Economics & Management, falou do seu percurso sinuoso: “Estive em Direito, em Espanha, e foi aí que me apercebi de que não queria nada daquilo para a minha vida”.

 

A BOLA TV, o seu canal de informação desportiva 24horas/dia.”

Mário Cagica, d’A Bola TV, realizou dois estágios curriculares, trabalhando seis meses em duas entidades distintas (Record e CM TV) sem receber qualquer remoneração.

“Aos olhos de uma empresa, saímos de uma faculdade e somos todos iguais. Temos de ter fatores que nos diferenciem dos outros”, referiu o fundador do Bola na Rede, órgão de comunicação desportivo que celebrará o seu sétimo aniversário em outubro.

Mário aconselhou a audiência a procurar trabalho enquanto frequenta o curso: “Não o procurem quando se licenciarem ou muito tempo depois”, disse o jornalista.

“Fiz o Mestrado em Jornalismo aqui na ESCS um pouco por desespero, mas consegui entrar no mercado de trabalho através do mesmo”, afirmou, confessando que avançar para o segundo ciclo de estudos “é uma boa opção de recurso, porque pode acrescentar alguma coisa”.

 

Se um mentor é um guia, um mestre ou conselheiro, alguém que tem vasta experiência profissional no campo de trabalho da pessoa que recebe ajuda e se o mentoring pressupõe a existência de conversas e debates acerca de assuntos que possibilitam o alargamento dos horizontes, digamos assim, dos mentees, os propósitos deste evento foram alcançados.

No entanto, o mentoring também é feito da ultrapassagem de obstáculos e do acompanhamento próximo e constante de um mentee por parte de um mentor e, nesse sentido, este evento ficou a saber a pouco. Quiçá, com empenho, se dê a criação de um programa de tutoria de Jornalismo à semelhança daquele que há em Publicidade e Marketing! Até lá, poderemos contar com estas sessões esclarecedoras e diversificadas no foyer do -1!

Autor
Maria Moreira Rato

Se virem uma rapariga com o cabelo despenteado, fones nos ouvidos e um livro nas mãos, essa pessoa é a Maria. Normalmente, podem encontrá-la na redação, entusiasmada com as suas mais recentes descobertas “AVIDeanas”, a requisitar gravadores, tripés, câmaras, microfones e o diabo a sete no armazém ou a escrever um post para o seu blogue, o “Estranha Forma de Ser Jornalista”… Ah, e vai às aulas (tem de ser)! Descobriu que o jornalismo é sua minha paixão quando, aos quatro anos, acompanhou a transmissão do 11 de setembro e pensou: “Quero falar sobre as coisas que acontecem!”. A sua visão pueril transformou-se no desejo de se tornar jornalista de investigação. Outras coisas que devem saber sobre ela: fica stressada se se esquecer da agenda em casa, enlouquece quando vai a concertos e escreve sempre demasiado, excedendo o limite de caracteres ou páginas pedidos nos trabalhos das unidades curriculares. Na gala do 5º aniversário da ESCS MAGAZINE, revista que já considera ser a sua pequena bebé, ganhou o prémio “A Que Vai a Todas” e, se calhar, isso justifica-se, porque a noite nunca deixa de ser uma criança e há sempre tempo para fazer uma reportagem aqui e uma entrevista acolá…!

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