Próximo episódio de “SuperNanny” cancelado

O Tribunal de Oeiras suspendeu o próximo episódio do programa da SIC – “SuperNanny”. Foi decidido que a estação teria de usar filtros de imagem e som no próximo programa, a pedido do Ministério Público.

O programa “SuperNanny” tem gerado muita polémica

A psicóloga Teresa Paula Marques é licenciada em Psicologia e tem mestrado em Psicopatologia e Psicologia Clínica. A entrega da tese de doutoramento acerca da Psicologia da Educação permitiu-lhe ser a cara do novo programa educacional transmitido na SIC.

O formato do programa tem sido alvo de críticas e processos, ao ponto de a Procuradoria-Geral da República já ter vindo pedir que o programa fosse retirado do ar.

A SIC decidiu não emitir o próximo episódio do programa “SuperNanny”, depois de o Tribunal Cível de Oeiras ter ordenado esta sexta-feira a utilização de filtros de imagem e som nas crianças e pais intervenientes no terceiro episódio do programa, que seria emitido no próximo domingo.

 Num comunicado, a SIC anunciou acatar a decisão, mas lamenta: “As restrições impostas equivalem, na prática, a alterações substanciais do formato original, tal como foi transmitido em mais de vinte países”, diz o texto, no qual o canal frisa ser o programa “exibido em países como o Reino Unido ou a Suécia, em canais como a Channel 4 ou a TF1” com aquilo que considera ser “o objetivo de auxiliar pais e educadores a melhorarem a relação com os seus filhos, ajudando a estabelecer regras e limites, criando assim uma dinâmica familiar mais saudável.” Além disso, prossegue: “o programa tem o mérito de estimular em Portugal um amplo debate público sobre as questões da parentalidade, discussão cada vez mais atual, numa altura em que as nossas fotografias e vídeos, bem como as das nossas crianças e jovens, são partilhadas à velocidade de um “post” numa rede social.”

Certificando que “continuará a defender os seus interesses e os dos seus telespetadores e irá juridicamente demonstrar a validade dos seus argumentos, bem como a defesa daquilo que acredita ser a liberdade de programação das estações de televisão”, a SIC não faz qualquer admissão de falta e só pede desculpa aos espectadores que apreciam o formato: “Queremos pedir, em primeiro lugar, as desculpas aos nossos telespetadores que acompanharam o “SuperNanny” e que reconhecem a sua importância enquanto formato pedagógico e educativo.”

Sobre o que vai fazer em relação às imagens das crianças retratadas nos primeiros episódios, que estão on line no site do programa, assim como vários vídeos extraídos dos mesmos e feitos pós emissão, o comunicado não esclarece. Aliás, o que se sabe da decisão do Tribunal Cível de Oeiras não contempla essa parte.

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