“Quero fazer mais música e que ela chegue a mais pessoas”

Gonçalo Rebelo Gonçalves, ou mais conhecido por Logg, é um dos artistas que vai marcar presença no XV Arraial ESCSito. Começou na música há pouco tempo, mas já fez um single com o produtor Charlie Beats. Um dia, sonha poder viver só desta arte e a ESCS MAGAZINE esteve à conversa com ele para o conhecer melhor.

Olá, Logg.

ESCS MAGAZINE (EM) – Como te descreves enquanto artista?

Logg – Enquanto artista eu sou o que sou como pessoa. Descrevo-me como um artista versátil, porque gosto de todos os estilos e é isso que eu quero mostrar.

EM – Tens alguma mensagem que pretendas passar ou simplesmente passas aquilo que és como pessoa?

Logg – A mensagem que eu tento passar sempre é que nada acontece se não fizermos por isso. Ou seja, em todas as músicas que eu faço, eu nunca agradeço a tudo o que está à minha volta por chegar onde cheguei. Eu sou aquilo que eu faço para ser. Mas há coisas à volta que ajudam, claro que sim, mas, se não o fizer eu por mim ninguém o vai fazer.

EM – O que significa o teu nome artístico: Logg?

Logg – É uma brincadeira…

EM – Tem alguma história por detrás disso?

Logg – Mais ou menos. O meu nome pessoal é Gonçalo Rebelo Gonçalves e o meu nome artístico era para ser Reblogg- porque era a “cena” do Rebelo com o “gg” de Gonçalo Gonçalves. Mas não gostei muito do nome. Como gostava do fim, ficou só o fim.

EM – No teu canal de Youtube, tens 3 músicas. A primeira foi lançada há cerca de um ano. Começaste na música há pouco tempo ou este caminho já é muito antigo?

Logg – Não. Comecei na música há pouco tempo, como intérprete original. A música está sempre comigo desde que eu me lembro de começar a falar, mas tudo surgiu com o convite de um amigo meu – há cerca de um ano e meio – para entrar numa música com ele, para fazer o refrão, porque eu sempre cantei e ele sabia disso. Na altura, cantei a música com ele e ficou aquele bichinho.

EM – Sempre pensaste fazer isto da vida ou sempre foi um hobby?

Logg – Não tenho um curso. Tenho a minha empresa. Tenho a minha própria independência e um objetivo é poder viver só com a música, mas tenho os pés assentes no chão e sei que, com calma, consigo chegar lá. Mas vamos “passo a passo”.

EM – A primeira música, “Escolhas Erradas”, é o vídeo com mais visualizações no canal. Sentes que este single foi a rampa de lançamento para o teu reconhecimento enquanto artista?

Logg – Sim. Esse foi o meu primeiro single – a primeira música que eu escrevi e apresentei às pessoas em nome próprio. E essa música, talvez por ter um valor, para mim, muito grande, transmitiu aquilo que eu era e o que eu estava a sentir. Continuo a sentir todos os dias que é sobre qualquer escolha errada que façamos e que não nos podemos martirizar por isso. O caminho é para a frente e devemos aprender com o que se faz de mal.

EM – Há um mês, lançaste um novo single, “Pecado”, com a ajuda do produtor Charlie Beats. Este produtor está associado a vários nomes conhecidos, como Piruka e Wet Bed Gang. Sentes que estás num momento de crescimento e maior visibilidade enquanto artista? Achas que este momento pode ser bom para ti- sendo que no outro dia esta música também passou na Cidade?

Logg – Acho que não seja o meu momento de me lançar por ter lançado uma música com o Charlie Beats. Mas, sim, o momento em que eu passei do “vou deixar de trabalhar só com as pessoas que me trouxeram para a música” e “vou querer fazer alguma coisa mais profissional que eu sinta que tem mais qualidade”, porque estou a trabalhar com pessoas que sabem melhor o que estão a fazer e é de uma forma muito mais profissional do que antes – antes era bastante amador. A parceria com o Charlie Beats surgiu porque nós somos da mesma zona, de Sintra. Foi a música que nos juntou: conhecemo-nos através de alguns amigos com quem nos cruzávamos em estúdio e surgiu a ideia para esta música.

EM – Mas sentes que este momento pode ser uma “rampa de lançamento” para cresceres e ganhares maior visibilidade?

Logg – Sim. Eu sinto que sim, porque também sinto que a música está a ter maior visibilidade. Ou seja, já passou na rádio, o que para mim foi uma grande sensação- porque é uma música feita por mim. Mas também sei que não vai ser uma rampa de lançamento, se eu não fizer nada agora. A minha ideia agora é aproveitar o bom feedback que a música está a ter para mostrar mais e melhor.

EM – E mais músicas virão?

Logg- Sim, ainda vem muita coisa. Este ano ainda tenho ideia de lançar alguma coisa. Mas para o início do próximo ano, principalmente, estejam atentos. Mas ainda não posso revelar nada para já.

EM – Daqui a alguns dias, vais estar presente no XV Arraial ESCSito. Quais as tuas expectativas para um dos arraiais universitários mais antigos de Lisboa?

Logg – Sim. Já tinha vindo inclusive a um arraial há cerca de dois/três anos e para mim é uma grande honra ser convidado para tocar e cantar aqui. Agora vamos ver como é que corre- tenho a certeza que vai correr bem. E espero que toda a gente sinta o que vou sentir quando estiver em cima do palco. Na altura, senti que a malta aderia e espero que este ano assim seja.

EM – Sentes que é importante captar o público universitário?

Logg – Sim. Para já, é a faixa etária que eu quero atingir – dos 18 anos para cima – e, por isso, acho que é um bom momento para mim para me mostrar enquanto artista a todas as pessoas que me venham ver.

EM – O que esperas alcançar num futuro próximo?

Logg – Não há um objetivo que eu tenha traçado, não há nada que eu diga “é isto que eu queira atingir”. Mas sim, quero fazer mais música e que ela chegue a mais pessoas e que mais pessoas tenham bom feedback do que eu faço.

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