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    Opiniões Cruzadas

    Esta semana decidi tentar fazer algo novo. Se fiz bem ou não cabe a vocês decidir. A ideia das palavras cruzadas surgiu porque voltei a este hábito que há muito tinha perdido. Se apontarem ao ridículo penso que irão conseguir. No meio de algumas opiniões e posições escondidas há também coisas parvas e até inventadas. Não que quisesse inventar mas é mais difícil do que parece fazer palavras cruzadas. Principalmente quando as queres ao teu gosto e simples. Isto porque palavras há sempre, mas duvido que alguém saiba que “Marcá” é uma antiga medida indiana para azeite e manteiga, equivalente a pouco mais de 4 litros. O resultado foi este…

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    Somos todos Tânia

                O advogado de José Sócrates, João Araújo, conseguiu pôr o Charlie com os cabelos em pé. A fama não era famosa e as bocas e comentários não eram os mais educados, mas até faziam rir muita gente, eu incluído. No entanto, conseguiu ser absolutamente nojento quando, na passada segunda-feira, disse à jornalista da CMTV, Tânia Laranjo, que ela devia tomar mais banhos porque cheirava mal. Já todos sabemos que a CMTV não é a mais amada das televisões. Já Cristiano Ronaldo tinha dito que não respondia a essa televisão porque tinham inventado coisas sobre ele. O próprio João Araújo também já tinha recusado falar na presença da CMTV. Mas…

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    Pêras e Abacates: Nunca sem elas

    Celebrou-se no passado domingo, dia 8, o dia daquilo que mais me motiva; o dia da estátua mais perfeita, do ser mais fascinante. A prova de que o mundo é perfeito pois nós, homens, temos a sorte de o poder partilhar com as mulheres. O que seria o mundo sem as mulheres? Teria muito mais futebol a passar na televisão, de facto, mas não seria a mesma coisa. É verdade que nada no mundo tem tantos defeitos, mas elas compensam bem com o dobro das qualidades. A força contra tudo e contra todos que demonstraram ao longo destes séculos. O instinto maternal. A proteção da mãe leoa. Os olhares matadores…

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    Instapinion? Não, obrigado.

    Muda-se de tudo menos de clube. Sempre ouvi dizer isto e concordo plenamente. Porquê? Porque dizer isto não é diferente do que dizer “muda-se de tudo menos daquilo que não interessa”. Clube aqui serve como metáfora, pelo menos para mim. Sejamos honestos, o futebol não interessa para nada. Eu adoro futebol mas sei que não deve ser um modo de vida ou razão para grandes chatices. É apenas um espectáculo como outro qualquer. Fico mais feliz ou mais contente, nada mais. Mas guardo este tópico para outra semana. Hoje o que interessa é o Instagram e o grilo falante. Sempre adorei falar sozinho. Em voz alta ou a pensar sou…

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    “Stay Weird. Stay Different.”

    Como todos devem saber, o fim-de-semana passado ficou marcado pela 87.ª cerimónia de entrega dos prémios Óscares da Academia. As mais prestigiadas estatuetas da 7.ª arte marcam sempre pela comédia, o glamour e a emoção. No entanto, este ano teve algo mais… A controvérsia decidiu, mais uma vez (todos nos lembramos de Seth Macfarlane e sua música “I saw your boobs”), intrometer-se. Entrou cedo, logo antes da cerimónia, quando se ficaram a conhecer os nomeados. Para espanto de todos — ou não —, não havia nomeados negros (porque não posso dizer pretos) para os mais importantes prémios, digamos, individuais: melhor realizador e melhor actor e actriz principal e secundário. Até…

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    “Insomnia is my greatest inspiration”

    “Fatherhood is great because you can ruin someone from scratch.” (A paternidade é bestial porque nos permite arruinar uma coisa desde o começo) Um génio da comédia; um colosso da crítica; um símbolo de opinião. Jon Stewart é, para mim, eterno. Para quem não sabe, Jon Stewart é o apresentador do programa “The Daily Show”, da Comedy Central, que vai, neste momento, com 16 anos. Um programa de humor, de facto, mas diferente de tantos talk-shows que vemos nos Estados Unidos. Isto porque a crítica está, quase exclusivamente, centrada na política, na economia e na imprensa. O programa pega em situações bizarras destas áreas e expõe-nas ao ridículo. Infelizmente, para…

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    Espírito Espartano

    “Nós não somos a Grécia”, by Passos Coelho… Decorem esta frase. Vai acompanhar-vos, pelo menos, até Outubro. Faz hoje duas semanas, mais coisa menos coisa, que a Coligação da Esquerda Radical, mais conhecida como Syriza, venceu as legislativas gregas. Como se esperava, bateu de imediato o pé à Europa: acabou a austeridade (acabou a mama). Alexis Tsipras fez aquilo que, a meu ver, nós tivemos medo de fazer: dizer basta(!) à Alemanha. Com o ritmo de crescimento económico actual, 0,7% do PIB em 2014, e com a dívida a atingir 180%(!) do PIB demorariam mais de 200 anos a pagar a dívida. Neste momento, a classe média é uma miragem…

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    Humanidade

    Esta semana decidi variar um bocado o meu registo habitual. Em vez de criticar pequenos momentos da nossa sociedade, optei por criticar toda a nossa humanidade, ou falta dela. Para tal, vou usar como metáfora os cenários apocalípticos que me puseram esta ideia na cabeça. Não quero que se prendam muito com a impossibilidade do cenário, mas sim com a infeliz inevitabilidade das supostas acções. Esta semana voltei a ver os episódios da série “The Walking Dead” que tinha em atraso. Para quem não sabe, a série tem como pano de fundo um planeta, o nosso, onde um vírus transformou quase toda a população mundial em zombies. Mas é nos…

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    Fim do Rápido abranda o Serviço Público

    Começaram no início da semana os cortes a 20% dos comboios que circulam entre o Cais do Sodré e Cascais. A CP passou assim de 251 para 200 comboios por dia nessa linha. Estes cortes incidem sobre os comboios ditos “rápidos” por saltarem 6 estações, entre as 10h e as 17h. O consequente reajuste nos horários implica que, durante este período, apenas haja comboios que param em todas as estações e com intervalos de 20 minutos. A CP justifica-se com os argumentos de que o volume total de passageiros naquele período de tempo não justificava a frequência de comboios rápidos, que apenas 19 dos 80 mil passageiros diários utilizam o…

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    E agora, Charlie?

    2015 começou da pior forma. No dia 7 de janeiro, dois homens (recuso-me a chamar-lhes islamitas) mataram a tiro doze pessoas: dez funcionários do semanário satírico francês Charlie Hebdo e dois polícias franceses. Este não foi “apenas” um acto terrorista aleatório, digamos assim. Foi uma vingança a cartoons feitos pelo semanário relativos a Maomé, que, na opinião destes extremistas, eram um insulto ao Islão. No fundo, foi um ataque à liberdade de expressão. O mundo sentiu o golpe e uniu-se em torno da causa “Je Suis Charlie” – francês para “Eu sou Charlie” -, pela liberdade de expressão. Os culpados foram apanhados e mortos e, no domingo passado, mais de…