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Erdogan ameaça UE com abertura das fronteiras a mais de três milhões de refugiados

O presidente da Turquia ameaça a União Europeia com a intensificação da crise dos refugiados, após anunciado o congelamento do processo de adesão da Turquia a esta organização.

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, ameaça quebrar o acordo de contenção dos refugiados assinado entre Bruxelas e Ancara se a União Europeia mantiver a moção de suspensão do processo de adesão turca aprovada pelo Parlamento Europeu a 24 de novembro.
As justificações para tal decisão remontam às reações violentas adotadas pelo governo turco durante a tentativa de golpe de Estado de Julho.
Consequentemente, no dia seguinte, 25 de novembro, em Istambul, Erdogan afirma que “o ocidente precisa da Turquia” e chega mesmo a desafiar: “Ouçam bem: se forem mais longe, estas fronteiras abrir-se-ão. Ponham isso na vossa cabeça”.
Com estas declarações, o presidente da Turquia pretende alertar para o importante papel do seu país para a queda abruta do número de requerimentos de asilo (menos 90% comparativamente ao pico do verão). O papel da Turquia no acordo assinado em março com a União Europeia baseia-se na patrulha da costa turca e no consequente desvio dos refugiados para as ilhas gregas, o que permite a proteção do Acordo Schengen. Deste modo, Bruxelas ter-lhe-á de pagar seis mil milhões de euros para cuidar dos refugiados na Turquia.
É de relembrar que este acordo é especialmente importante para a Alemanha, uma vez que os migrantes pretendem alcançar os países mais ricos do norte da Europa.

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