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Míssil norte-coreano sobrevoa Japão

Na passada terça-feira, 4 de outubro, a Coreia do Norte disparou um míssil balístico sobre o Japão. O míssil acabou por cair no Oceano Pacifico, mas originou alertas em regiões do nordeste do país.

Tendo já sido lançados mais de vinte só desde o início do ano, este é o quinto míssil disparado por Pyongyang durante o período de testes de armas, que já dura há cerca de dez dias, tendo os últimos quatro caído nas águas entre as Coreias e o Japão.

Segundo a Lusa, as autoridades japonesas emitiram alertas para que os moradores da região nordeste do Japão saíssem dos prédios. A circulação ferroviária nas regiões de Hokkaido e Aomori foi temporariamente suspensa, também por ordem das mesmas autoridades. Este foi o primeiro alerta deste tipo em cerca de cinco anos.

Fonte: Twitter

Acredita-se que este lançamento de mísseis balísticos seja uma resposta aos exercícios militares feitos a 30 de setembro pelos EUA, pelo Japão e pela Coreia do Sul. Estes foram exercícios anti-submarinos trilaterais, onde as forças navais dos EUA e da Coreia do Sul realizaram manobras de larga escala fora da península. O líder da Coreia do Norte considera que tais exercícios são preparações para invadirem o país, apesar de essa hipótese já ter sido negada.

A Coreia do Norte, que apesar de estar sujeita a sanções por parte da ONU já é conhecida por estes testes militares, tem um impacto geopolítico bastante mais considerável, uma vez que a guerra entre as Coreias nunca foi oficialmente terminada com um tratado de paz. Existe apenas a assinatura de um armistício. Por isso, situações como esta causam mais tensão entre as duas partes.

Fonte: Reuters

Yoon Suk-yeol, presidente da Coreia do Sul, prometeu uma “resposta firme”, considerando a situação uma provocação e afirmando que irá tomar as “medidas apropriadas em cooperação com os Estados Unidos e a comunidade internacional”.

Os EUA condenaram a situação e já reuniram com o Japão e com a Coreia do Sul, reafirmando o compromisso que têm na defesa destes aliados. É sabido também que Kamala Harris, a vice-presidente dos EUA, a 29 de setembro visitou a Zona Desmilitarizada entre as duas Coreias, como forma de relembrar o compromisso de defesa que o país tem com a Coreia do Sul.

Como resposta, os exércitos da Coreia do Sul e dos Estados Unidos da América já lançaram quatro mísseis, que atingiram alvos de teste no mar do Japão.

O presidente do Conselho Europeu também já veio repreender a situação dizendo ser um ato de “agressão injustificada” por parte da Coreia do Norte.

Fonte: Twitter

Acredita-se ainda que a Coreia do Norte já terminou os preparativos para um ensaio nuclear que poderá vir a ser realizado num futuro próximo. Responsáveis da Coreia do Sul, como Leif-Eric Easley, professor da Universidade Ewha, em Seul, afirmam que este teste nuclear poderá acontecer depois do fim do Congresso do Partido Comunista Chinês, ainda em outubro, e antes das eleições intercalares dos EUA, em novembro.

Fonte da capa: Reuters

Artigo revisto por João Nuno Sousa

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