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Ofensiva a Mossul

As forças militares iraquianas, auxiliadas por uma campanha aérea liderada pelos Estados Unidos da América, iniciaram ontem, ao raiar da manhã, uma ofensiva militar contra a cidade de Mossul, dominada pelo auto-denominado Estado Islâmico. Mossul, a maior cidade industrial do Iraque, localizada junto ao rio Tigre e em frente da cidade de Níneve, é considerada por muitos a última fortaleza urbana sobre controle do ISIS.

Quando, em junho de 2014, o líder Abu Bakr al-Baghdadi impôs o califado e aplicou a lei “Sharia”, brutalizando uma cidade, outrora próspera onde mais de um milhão e meio de habitantes convivia pacificamente, e atormentando os seus habitantes, Abu Sabra, um residente de vinte e dois anos comunicou ao jornal The Guardian que não há dinheiro e, embora os bens alimentares sejam baratos, não os podem comprar. Acrescentou que, naquela noite, apenas comeram batatas fritas.

O assalto, planeado há meses, foi anunciado num comunicado à televisão estatal pelo primeiro-ministro iraquiano, Haidar al- Abadi, onde informou que estão a combater o ISIS há mais de dois anos. Começaram a combatê-los sobre a fronteira de Baghdade e, agora, estão a combate-los na fronteira de Mossul. Revelou, de seguida, que as forças libertadoras têm apenas um objetivo em Mossul: extinguir o Daesh e assegurar a dignidade dos povos. O esforço aéreo, sob tutela americana, ajudou a recuperar uma vasta parcela do território iraquiano ao Estado Islâmico, contudo presume-se que entre quatro mil a oito mil soldados ainda permaneçam em Mossul.

É importante referir que o ISIS depositou minas, com um vasto arsenal de dispositivos improvisados, sobre grande parte dos caminhos que levam ao seu território. Dessa forma, o governo iraquiano advertiu os seus habitantes para permanecerem dentro de casa.

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