Os pequenos prazeres académicos que salvam a vida.
Nem sempre a vida académica é glamorosa. Entre deadlines, relatórios e cafés que parecem ter sido filtrados por um filtro de papel usado, há dias em que a motivação simplesmente… expira.
Mas é também nesses dias que os pequenos prazeres académicos entram em cena e são esses momentos simples que nos fazem pensar: “Ok, talvez valha a pena continuar”.
Neste artigo, vamos explorar:
- Os prazeres diários que mantêm a sanidade;
- As pequenas vitórias escondidas entre trabalhos e prazos;
- Dicas práticas para transformar o caos académico em algo quase agradável.
1- O café salvador da pátria e o poder das pausas
O café das máquinas das ESCS nem é assim tão bom, mas é um ritual sagrado. A pausa para o café é, na verdade, uma terapia disfarçada. Aquele momento em que se larga o computador, em que se respira fundo e se trocam duas ou três queixas com os amigos que estão exatamente no mesmo barco.
A dica é nunca subestimar uma pausa. Sai da mesa, caminha, muda de cenário, vai até ao bar conversar com a Dona Violeta sobre como o bar é caro… Deixa o teu cérebro descansar (e não, “scrollar” no telemóvel não conta), vai respirar ar puro.
2- O silêncio sagrado da biblioteca
Há algo de terapêutico na biblioteca quase vazia. A paz, o som das páginas a virar, o som das teclas do computador, a sensação de que estás num templo do conhecimento e especialmente a sensação de ir embora e sentir que foste produtivo/a.
A dica é escolher um refúgio académico, um canto da biblioteca, uma sala tranquila ou se não te distraíres com facilidade um café com Wi-fi decente. O meu refúgio é a biblioteca de Sintra, ótimo sítio para se estudar. Além disso, se tiveres dificuldades na concentração aconselho-te a ouvires “Brown noise”.

Fonte: Pinterest
Clica aqui e descobre o que é “Brown Noise”
3- A corrida contra o prazo
Quem nunca sentiu aquela adrenalina de clicar em “submeter” às 23:59? É indescritível. É o desporto no meio académico. Juramos sempre que não vamos deixar as coisas para a última ou que nos vamos organizar porque temos imensos trabalhos, mas no fundo sabemos que vamos sempre entregar no último minuto. E está tudo bem, faz parte do charme.
A dica é definir mini-prazos internos (mesmo que não os cumpras todos). Assim, pelo menos, enganas o pânico até ao último dia.
4- A arte de sobreviver com humor
Manter o bom humor é uma das competências mais valiosas no meio académico, até mesmo quando estamos a chorar por um teste ou a stressar por um trabalho (olá RP’s!). Entre revisões intermináveis e feedbacks enigmáticas – “desenvolva mais esta parte”, o que quer que isto signifique – , rir é, muitas vezes, a única resposta possível.
A dica é aprender a rir dos teus próprios percalços. A faculdade já é séria o suficiente, não sejas tu também.
5- O brainstorming que afinal faz sentido
Quantas vezes eu e o meu grupo de trabalho fizemos brainstormings que podiam muito bem ser episódios de comédia improvisada. Ideias que não vão a lado nenhum e post-its a caírem pela parede. Até que acontece um milagre… alguém diz a frase mágica “espera.. essa é mesmo boa”. É o momento em que o caos criativo se transforma em direção, já temos algo onde nos guiar. Onde percebemos que comunicar é, no fundo, traduzir o impossível em algo que faz sentido.
A dica é não stressar. Tentem pensar em coisas que se interligam umas com as outras, coisas que já foram feitas mas que podiam ser melhoradas e acabam sempre por surgir ideias, pesquisem.
6- Ver o teu nome publicado
Poucas sensações batem o orgulho de ver o teu nome associado a algo que saiu das paredes da faculdade: um artigo publicado, um vídeo que chega às redes, ou uma reportagem que vê a luz do dia (JORN, não me esqueci de vocês).
É sempre bom saber que o teu trabalho deixou de ser um ficheiro guardado e passou a existir “lá fora”.
A dica é guardares todos os teus projetos, pois constituem o teu portfólio. E, sobretudo, o teu lembrete de que cada tentativa é uma vitória.
Conclusão
No fim do dia, a faculdade não se resume a notas e trabalhos. É feita de pequenos rituais, partilhas e conquistas que, juntas, fazem toda a diferença. Os pequenos prazeres não são distrações – são essenciais para a nossa saúde mental.
São estes pequenos prazeres que nos lembram de que estudar, apesar de tudo, é um privilégio.
E, quando o dia parecer demasiado longo, lembra-te: há sempre um café à espera.
Imagem de destaque: Pinterest
Artigo revisto por: Eva Guedes
AUTORIA
A Bia tem 20 anos, vem de Sintra e está no terceiro round da aventura chamada Relações Públicas e Comunicação Empresarial. Desde pequena que troca brinquedos por cadernos e adora escrever tudo o que lhe passa pela cabeça. Quando não está a transformar pensamentos em palavras, está atrás da lente de uma câmara ou a fazer playlist que daria um ótimo filme indie. Acredita que tudo fica melhor com um toque de energia positiva… e, claro, acompanhada de torradas e um galão.

