António Costa agradece às tropas em Cabul e reafirma o compromisso com a NATO 

O primeiro-ministro, António Costa, almoçou este domingo com as tropas portuguesas, que estão em missão da NATO, em Cabul, Afeganistão, para manifestar o “reconhecimento do país” pelo “sacrifício” dos militares perante o que entende ser “uma ameaça difícil”.

“É uma missão particularmente difícil, que nós não ignoramos, e peço-vos que nunca ignorem que é de elevado risco e onde a ameaça é efetiva, permanente e que surge no momento inesperado. Nunca descurem a segurança, que o inimigo pode estar onde nós menos esperamos”, pediu António Costa.

O almoço de boas-festas com os militares contou com a presença de ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, e do chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, almirante Silva Ribeiro, que distribuíram relógios como presente.

Os militares, que vão passar a quadra natalícia longe dos familiares, foram também presenteados por António Costa com uma camisola da seleção nacional, autografada por Fernando Santos, que o coronel Raul Matias guardou para expor na “casa de Portugal” na base militar.

O primeiro-ministro também se encontrou com o representante da NATO, o embaixador Zimmerman, e reafirmou a importância da participação de Portugal nas missões internacionais das organizações transnacionais que integra, nomeadamente a NATO, a ONU e a União Europeia. “Para sermos seguros, temos de projetar a segurança e é por isso que Portugal tem feito questão de participar ativamente”, disse.

António Costa enalteceu o trabalho desenvolvido pela ONU na guerra do Afeganistão, iniciada após o atentado do dia 11 de setembro de 2001, em território norte-americano, e que se calcula, de acordo com dados de organizações internacionais, já ter causado a morte a mais de 70 mil pessoas.

Para o primeiro-ministro, o terrorismo é hoje uma “ameaça global” que “exige um grande trabalho de inclusão social” porque, disse, “é na exclusão que tem estado a causa de muita radicalização que se tem desenvolvido no interior da própria Europa”.


Artigo revisto por Gonçalo Taborda

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