As redes sociais a tranformar-nos diariamente
Como é de conhecimento geral, e como podemos comprovar pela realidade à qual assistimos diariamente, as redes sociais têm transformado o nosso comportamento desde que surgiram e tornaram-nos completamente dependentes delas.
Estes meios de comunicação têm um lugar demasiado central na vida das pessoas, acabando por influenciar ou até mesmo moldar a sua própria personalidade e a maneira como se relacionam umas com as outras.
A população em geral, mas acima de tudo a população jovem, utiliza estas aplicações para divulgar qualquer coisa das suas vidas. Desde o mais insignificante até ao mais tolo e perigoso que possa acontecer. As redes sociais são, deste modo, quase omnipresentes na vida das pessoas, como se estivessemos dependentes destas aplicações para viver. Ou seja, como se as pessoas não fossem capazes de viver sem as views, subscribers, followers e os likes das suas contas. Ou então simplesmente porque têm de “acompanhar ao segundo” a nova publicação do influencer favorito, do ator favorito, do cantor favorito ou do atleta favorito.
Fonte: Globalpixel
Por outro lado, outro tipo de situações que causa muita turbulência nas redes sociais, são casos como o de o Vinícius ter finalmente assumido o relacionamento com a Virgínia. E nestas alturas é fundamental para “fofoco-dependentes” ir procurar todos os comentários e reações de pessoas, que nem se sabe que competências têm para falar destas e outras informações, como se fossem jornalistas ou repórteres a apresentar uma notícia de primeira página.
Todos estes acontecimentos, situações caricatas ou mesmo informações de relevo mundial, vão parar às redes sociais num ápice – fator que promove o vício e maior tempo à frente do ecrã.
Fonte: Psicologo.com.br
Mas é fácil falar de vício nestas circunstâncias, sendo que as redes sociais, por si só, foram concebidas e idealizadas para serem viciantes. O que explica, em medida, o facto de o Instagram, uma das redes sociais mais utilizadas hoje em dia, contar atualmente com cerca de três mil milhões de utilizadores mensais. Número este que se pode tornar assustador quando se repara que estas aplicações são manuseáveis por qualquer um e que nunca foi tão fácil transmitir informações falsas, mentir e manipular opiniões. Por exemplo, quando se trata de espalhar boatos ou notícias que vão causar ruído e caos – tarefa que tem sido facilitada pelo uso recorrente de inteligência artificial.
Um estudo realizado há dois anos, baseado num inquérito, relata que 86% dos jovens portugueses se encontra viciado nestas plataformas, número que foi superior à média europeia, cujo valor atingido foi 76%. No entanto dos 86% apenas 2% estavam com sintomas de risco clínico de dependência das redes sociais.
Deste modo, cabe a cada um ser responsável pela sua utilização das redes sociais, pela intervenção nas mesmas e pela credência de conteúdo que nelas procura encontrar.
Fonte da Capa: ShutterStock
Corrigido por Mariana Rocha
AUTORIA
O André tem 18 anos, está no primeiro ano da licenciatura de jornalismo, vive na Amadora, concelho que não é tão mau como muita gente julga. É um jovem curioso e passa grande parte do tempo a pensar no seu futuro e como gostaria de o viver, parecendo por vezes um bocado distraído, mas acreditem que está sempre atento ao que o rodeia. Gosta muito de se manter informado, atualizado, de interagir com outras pessoas e de ouvir as suas histórias. É um apaixonado pelo desporto em todas as suas vertentes, praticando natação desde os cinco anos e triatlo desde há três anos. Ele é sobretudo fanático por ciclismo e louco por bicicletas.



