Nominees BEST NEW ARTIST – 68th Grammy Awards
Saíram as novas nomeações para o “Best New Artist” dos Grammys Awards 2025, onde oito artistas conquistaram a internet com os seus novos lançamentos e personalidades diversas. Temos desde artistas alternativos a artistas de pop e de R&B, todos com histórias de vida diferentes e umas que comovem qualquer pessoa. Neste artigo vou falar um bocado sobre os oito artistas, em que se percebe que não chegaram onde estão só pela boa música e boa voz, mas sim pela maneira diversa de ser de cada um em palco, com fãs, em vídeos…
Com este artigo espero que tenham a vossa resposta para esta pergunta “quem é o Best New Artist de 2025”?
OLIVIA DEAN
Olivia Dean é uma artista que chama qualquer apreciador de música à atenção, tendo uma atuação única em palco que faz com que as pessoas precisem de ouvir e ver mais. É uma cantora inglesa que combina o neo-soul, pop-soul e o R&B contemporâneo. A sua música mistura influências intemporais de artistas como Lauryn Hill, Amy Winehouse e Carole King com um toque moderno.
É praticamente uma artista recente, sendo que o seu primeiro álbum foi lançado em 2023 e, por isso, está no seu momento de “nova artista”.
Apesar de Olivia Dean ser atualmente uma das vozes mais autênticas da nova geração, a artista nunca escondeu que não foi fácil chegar onde chegou. Em algumas entrevistas, falou abertamente sobre as suas inseguranças, a pressão de corresponder a expectativas e a luta para encontrar a sua própria identidade artística num meio competitivo. É essa vulnerabilidade que a torna tão próxima do público: nas letras fala sobre amor, dúvidas, desilusões e sobre aprender a gostar de si mesma com a mesma honestidade com que conversaria com um amigo. A artista também tem um lado muito ligado à sua comunidade: tem falado sobre representatividade, especialmente sobre o que significa ser uma mulher britânica negra num espaço musical que nem sempre lhe deu o devido reconhecimento.
KATSEYE
KATSEYE é um grupo femenino com cinco participantes, e a maneira como este grupo se juntou é bastante única – foi formado através de uma série da Netflix pela colaboração entre HYBE Corporation (Coreia do Sul) e Geffen Records (EUA). O foco da série era criar um grupo feminino extremamente profissional e conhecido na indústria da música, ou seja, juntar os treinos intensivos do K-pop durante dois anos e, no final, escolher os cinco membros ideais para este grupo. Os escolhidos foram Yoonchae, Daniela , Manon, Megan, Lara e Sophia.
Cada membro vem de contextos geográficos e culturais distintos. Há origens nas Filipinas, Coreia do Sul, Suíça e nos Estados Unidos. KATSEYE reúne o rigor do modelo de treino do K-pop (coreografias, produção, imagem) com a acessibilidade e mercado ocidentais. Mesmo no meio de uma estrutura tão grande e “planeada”, as KATSEYE procuram manter autenticidade. Em entrevistas, as integrantes falam sobre a amizade real entre si, o processo intenso de formação e a vontade de partilhar as suas vozes, não apenas como estrelas, mas como pessoas com aspirações autênticas e inseguranças. Estas artistas juntaram-se todas com um propósito e treinaram intensamente durante anos para conseguirem conquistar o seu sonho de integrar uma girls band.
The Marías
The Marías é uma banda de Los Angeles, formada em 2015, liderada por María Zardoya. O som do grupo combina dream pop, indie, jazz e soul. O nome da banda surge da própria vocalista, María, refletindo a sua identidade pessoal e a influência central na criação artística do grupo.
María Zardoya é uma artista muito reservada, mas que transmite várias emoções através das suas músicas. Josh Conway (Bateria e Produção), Jesse Perlman (Guitarrista) e Edward James (Teclados) completam o grupo, contribuindo com experiência em instrumentos e produção. Cada membro traz a sua própria sensibilidade musical, tornando a banda uma combinação única de talentos que consegue equilibrar sofisticação e acessibilidade. Permite contrastar com as artistas de que já falei: enquanto Olivia Dean aposta em neo-soul solo e KATSEYE num pop global e coreografado, The Marías têm um som atmosférico, indie e intimista — diversidade de estilos nas nomeações.
Addison Rae
Desde criança que Addison Rae é apaixonada por dança, o que mais tarde a fez começar a ter sucesso nas redes sociais. Em julho de 2019 entrou na plataforma TikTok e rapidamente acumulou milhões de seguidores com vídeos de dança, o que lançou a sua carreira no entretenimento. A música de Addison Rae é predominantemente dance‑pop, synth‑pop e pop contemporâneo. Entre as suas influências musicais a artista menciona nomes como Jennifer Lopez, Britney Spears, Madonna, Charli XCX, entre outros. Em agosto de 2024, lançou o single “Diet Pepsi” sob a editora Columbia Records, que marcou a sua estreia de grande alcance no mercado da música.
Addison Rae diz em entrevistas que cresceu numa família em que a mudança constante e a dança foram muito presentes: a dança era para ela uma forma de expressão e de controlo em momentos mais turbulentos da vida. Addison comenta também que, quando deixou a universidade para seguir carreira nas redes sociais e entretenimento, fez uma escolha de risco que implicava sair da zona de conforto e apostar na visibilidade online.A sua trajetória permite explorar temas como identidade artística, transição de fama online para música séria, e o impacto das plataformas digitais no panorama musical contemporâneo.
Sombr
A sua música é classificada como indie rock, pop alternativo e alt‑pop. Sombr confirma que todas as músicas que tem são escritas por si. No que diz respeito a inspirações, o artista menciona nomes como Jeff Buckley, Phoebe Bridgers e Radiohead. Nas suas letras inspira-se muito em filme ou metáforas cinematográficas, explorando temas como o amor, a perda, a vulnerabilidade e o processo de crescimento pessoal.
A sua carreira como músico iniciou em 2021, e em 2022 começou a ganhar mais atenção com a música “Caroline”, que ficou viral no TikTok. Em 2024 e 2025 lançou os singles “Back to Friends” (final de 2024) e “Undressed” (março 2025), que tiveram grande impacto internacional. Sombr também desistiu dos estudos para seguir a carreira de músico. Como artista da geração Z, mistura preocupações pessoais (amor, vulnerabilidade, “ser visto”) com formatos modernos (TikTok, streaming), o que o torna bastante relevante para as nomeações “novas vozes na música”.
Leon Thomas
Leon Thomas começou a sua carreira como autor; esteve em palcos da Broadway e séries, como Victorious, onde interpretou André Harris. Paralelamente, desenvolveu carreira como compositor, produtor e agora artista solo. A sua música é classificada principalmente como R&B contemporâneo, soul, e hip‑hop.
Em 2024, o single “MUTT” tornou‑se bastante conhecido, estando no top dez na Billboard Hot 100, e o álbum com o mesmo nome foi altamente elogiado. Em 2025 continua a lançar música nova e a cimentar o seu lugar como uma voz de relevo no R&B.
Leon Thomas combina a sua experiência como ator com a de músico/produtor, o que lhe dá uma visão única: sabe tanto do palco como do estúdio. O próprio afirma que “há uma ciência” em criar boa música — mas que o sentimento, a autenticidade, continuam a ser essenciais. Também importa o facto de estar a usar a voz para refletir temas como ambição, identidade e vulnerabilidade.
Alex Warren
Alex começou por ser influencer nas redes sociais e em 2022 assinou com a editora Atlantic Records e desde então tem consolidado a sua carreira musical. Musicalmente, Alex Warren combina elementos de folk‑pop, pop contemporâneo e canções com forte carga emocional. A sua música destaca-se por letras honestas, vulnerabilidade, influência de fé (cresceu em ambiente católico) e uma narrativa pessoal muito presente.
A sua história de vida comove qualquer pessoa: perdeu o pai, vítima de um cancro renal, quando tinha cerca de 9 anos. Tornou‑se sem‑abrigo durante algum tempo após sair de casa da mãe, dormindo em carros de amigos, o que moldou a sua visão e urgência artística. O artista diz que a música funciona como forma de manter viva a memória dos pais e lidar com as suas experiências.
É um artista extremamente importante para o mundo da música, mostrando que, mesmo se a vida estiver difícil, deve-se sempre ir atrás dos sonhos – nada é impossível.
Lola Young
Desde muito jovem envolveu‑se com música: começou a ter aulas de piano, guitarra e canto aos cinco anos, e aos onze já escrevia as suas próprias canções. A música de Lola Young mistura elementos de pop contemporâneo com soul e indie; a sua voz algo rouca combina com letras que falam para além do romance simples: lida com identidade, imperfeições, expectativas e autoaceitação.
Lola Young tem sido muito aberta sobre a sua saúde mental e os desafios que enfrentou: foi diagnosticada com transtorno esquizoafetivo durante a adolescência. Mais recentemente, em 2025, a artista colapsou durante uma atuação no festival All Things Go, em Nova Iorque, e cancelou várias datas para cuidar da sua saúde.
Fonte da Capa: Grammy
Artigo revisto por Eva Guedes
AUTORIA
A Leonor é estudante do 1.º ano da licenciatura em Comunicação empresarial e Relações Públicas e tem 19 anos. Sempre foi muito interessada em ler e escrever , também sempre gostou muito de assuntos relacionados a moda , disto veio o interesse a juntar-se a magazine. Está sempre disposta a aprender e experimentar coisas novas que lhe façam ganhar mais experiência. Gosta de passar o tempo com os amigos e família e está sempre disposta a ajudar. Agora com a entrada na Magazine encontrou uma oportunidade de escrever e poder ser criativa.









