O papel dos futuros comunicadores em alturas de desinformação.
A desinformação é, e sempre foi, um dos maiores problemas nas sociedades. Hoje em dia é um desafio ainda maior. O problema da desinformação não só prejudica quem a espalha, mas também quem está ao seu redor. Pode afetar tanto pessoas que simplesmente ouviram algum comentário na rua, como pode chegar a grandes empresas e entidades.
Com isto, no contexto académico, torna-se cada vez mais importante estudar o fenómeno da desinformação, especialmente nas escolas e faculdades de comunicação, como é o caso da Escola Superior de Comunicação Social (ESCS). Neste âmbito, há um crescimento da preocupação em preparar os futuros comunicadores para lidarem com este tipo de conteúdo.
A produção, partilha e consumo de informação sofreu uma grande mudança com o avanço dos meios de comunicação digitais. A rapidez destes processos e a rapidez dos meios em que se inserem tornaram possível esta manipulação da informação, como por exemplo a disseminação de notícias falsas e as narrativas distorcidas. Esta facilidade de manusear os meios de comunicação e a acessibilidade para “fazer o que quiser com eles” exige novas abordagens educativas, sobretudo em áreas onde a comunicação funciona como base.
O debate sobre a desinformação tem vindo a obter mais notoriedade nas sociedades, e nos institutos de ensino tem vindo a ganhar lugar nos planos curriculares e nas suas práticas pedagógicas. Isto nota-se maioritariamente em escolas superiores e universidades, por estarem ainda mais “próximas” do mundo comunicacional. O estudo da verificação de factos tornou-se então uma componente fundamental na formação dos alunos destas áreas, e não só.
Atualmente, os alunos são incentivados a realizarem reflexões sobre as suas responsabilidades enquanto futuros profissionais, através de análises de dados reais, estudos de laboratório e investigação. Existe também, neste mundo académico, uma preocupação à volta da captação de conhecimentos sobre este fenómeno, informar os alunos sobre o que está a acontecer, onde está a acontecer, quem e quando o faz acontecer é uma das estratégias abordadas para combater este conflito. Estes estudos ajudam a compreender mais este mundo das fake news, tornando-nos mais atentos e preparados para não nos deixarmos enganar, contribuindo para um fortalecimento da “cultura de rigor” e responsabilidade informativa.

Fonte: BBC News Brasil
Simultaneamente, as instituições de ensino funcionam como espaço público de debate, onde alunos e docentes podem discutir e desenvolver ideias sobre como combater esta “febre”, estimulando um pensamento/discurso crítico e a capacidade de distinguir o real do irreal. Esta partilha de perspetivas trabalha para a formação de profissionais mais conscientes acerca dos impactos da informação nesta área da comunicação.
Numa realidade informativa em constante transformação, o mundo académico assume o papel de defesa que se mostra essencial para o desenvolvimento social. A promoção de pensamento crítico e literacia mediática faz com que futuros comunicadores se adaptem a estas alterações sociais, sendo capazes de resistir à desinformação e valorizando o papel e o poder da comunicação como instrumento de cidadania.
Imagem de destaque: Tribunal Regional Eleitoral – SE
Artigo revisto por: Eva Guedes
AUTORIA
Vinda de Cascais, a Teresa entra na escs com 17 anos. Está no curso de Audiovisual e Multimedia no primeiro ano. Sempre gostou muito de escrever e de falar sobre tudo o que lhe vem à cabeça, veio para a Magazine com o objetivo de partilhar um bocadinho disso com todos e expandir os seus conhecimentos sobre a área da redação. Escrever é um movimento de autoconhecimento, uma expressão de si mesma, acredita que se aprende muito quando se escreve, não só sobre os diferentes tópicos mas também sobre a pessoa em si. Na área da redação, cada um tem o seu toque especial e é isso que torna a escrita tão interessante.

