Resumo da 32ª jornada da Liga NOS

Campeão à vista: SL Benfica consegue mais uma remontada e mantém a vantagem de dois pontos.

Com um campeão à vista, realizou-se a antepenúltima e 32ª jornada da Liga NOS. No final desta jornada e no somatório das contas finais, o SL Benfica manteve o primeiro lugar, com uma vantagem de dois pontos para o segundo classificado, o FC Porto. Nas posições de qualificação para a Liga Europa, permaneceram o Sporting CP e o SC Braga, com o Moreirense e o Vitória SC na espreita por um lugar europeu. Na zona de despromoção ficaram o Tondela, CD Nacional, e Feirense que, por sua vez, já foi despromovido para a segunda divisão. Fora da linha de despromoção mas na luta para ficar na Primeira Liga encontram-se o GD Chaves e o Vitória FC, com 32 e 33 pontos, respetivamente.

A 32ª jornada da Liga NOS começou com a receção do Moreirense ao sétimo classificado, o Rio Ave. O primeiro golo do encontro surgiu aos 18 minutos por Nuno Santos, após passe longo de Fábio Coentrão. Execução difícil mas bem conseguida pelo médio português. O Moreirense chegou ao empate ao minuto 35, por Pedro Nuno. Foi o quinto golo no campeonato do médio da equipa liderada por Ivo Vieira, que restabelecia a igualdade no marcador. Já na segunda parte, a principal figura foi Gelson Dala, que marcou o golo da vitória do Rio Ave, ao minuto 66. O jogador emprestado pelo Sporting CP foi assistido por Bruno Moreira e só teve de encostar a bola para o fundo das redes de Pedro Trigueira. Até ao final da partida, o Moreirense procurou reagir mas Leo Jardim conseguiu sempre manter a baliza fechada.

A jornada continuou, e no dia seguinte jogou-se o Feirense – Chaves. Os fogaceiros, já despromovidos, sofreram o primeiro golo logo aos 10 minutos, marcado por William. Grande execução técnica do avançado brasileiro que inaugurava o marcador em Santa Maria da Feira. A resposta do Feirense foi praticamente imediata, com um autogolo do Chaves aos 13 minutos. Infelicidade de Djavan que restabelecia a igualdade na partida. Aos 37 minutos foi o Feirense a chegar à vantagem, por intermédio de Vítor Bruno. Era a reviravolta no marcador com um canto direto em que António Filipe não ficou isento de culpas. Na segunda parte, tivemos cinco golos, que começaram aos 59 minutos, por Nikola Maras. Terceiro golo do central Sérvio esta temporada, que ganhou nas alturas a Vítor Bruno. Dez minutos depois foi o Feirense a responder por intermédio de Babanco, que colocou a bola por entre as pernas de António Filipe. Aos 73 minutos, nova igualdade no marcador por Platiny após um canto cobrado por Lionn. Ao minuto 76, o Feirense chegou ao 4-3, com um remate certeiro de Luís Machado. Era o primeiro golo do avançado português nesta edição da Liga NOS. O jogo não terminou sem o golo tardio de Platiny, aos 95 minutos.

No mesmo dia, o SC Braga deslocou-se à madeira para defrontar o Marítimo. A partida ficou marcada pela expulsão de Getterson – avançado dos insulares – ao minuto 37. Manuel Oliveira, após consulta do VAR, não hesitou e deu ordem de expulsão ao avançado brasileiro. No que restou do primeiro tempo, Charles brilhou entre os postes ao minuto 43 e 47. No segundo tempo, o guardião brasileiro voltou a evitar o golo dos bracarenses, defendendo um cruzamento-remate de Sequeira. Como quem não marca sofre, foi o Marítimo a inaugurar o marcador com um golo solitário de Rodrigo Pinho. Grande cavalgada do avançado de 28 anos que, no decorrer de uma jogada individual, picou a bola por cima de Tiago Sá.

Da madeira passamos para o Estádio da Luz, palco do encontro entre o SL Benfica e o Portimonense. A primeira parte ficou marcada por oportunidades de golo para ambas as equipas, principalmente para o Portimonense, com Dener a falhar na hora de atirar à baliza de Vlachodimos, e Bruno Tabata a permitir a defesa do guardião grego. No que restou do primeiro tempo, nota ainda para um livre direto cobrado por Andreas Samaris, defendido por Ricardo Ferreira. Os golos desta partida ficaram guardados para o segundo tempo e foi Bruno Tabata a gelar o estádio da luz, com um golo aos 53 minutos. Estava feito o 1-0 para os visitantes, após um passe de rutura de Henrique. A resposta dos encarnados não tardou muito e Rafa Silva bisou na partida com golos aos 62 minutos, em que picou a bola por cima de Ricardo Ferreira e, aos 65 minutos, em que colocou a bola bem no centro da baliza. Antes deste segundo golo já as águias tinham criado duas boas ocasiões para conseguir a remontada, por Grimaldo e Seferović. Nos instantes finais, o SL Benfica aproveitou para ampliar a vantagem com outro bis, desta vez protagonizado por Seferović que, ao minuto 84, executou um remate cruzado após assistência de Pizzi e, ao minuto 88, apenas teve de encostar para o fundo da baliza após um cruzamento de André Almeida. O jogo não terminou sem Jonas dar um ar da sua graça, com um cabeceamento aos 92 minutos, na sequência de um cruzamento bem medido por André Almeida.

O FC Porto e o CD Aves mediram forças em mais um duelo da Liga NOS. Num jogo que serviu de homenagem a Iker Casillas que, recorde-se, sofreu um enfarte do miocárdio, o primeiro golo do encontro surgiu aos 18 minutos por Jesús Corona. O internacional mexicano respondeu afirmativamente a um cruzamento de Alex Telles, inaugurando o marcador no Estádio do Dragão. Perto da meia-hora de jogo, os dragões beneficiaram de uma grande penalidade que não foi desperdiçada por Tiquinho Soares. A bola foi colocada bem no centro da baliza e estava então feito o 2-0 para os comandados por Sérgio Conceição. No segundo tempo, foi o CD Aves o primeiro a criar perigo, obrigando Vaná a aplicar-se. Mas foi o FC Porto a ampliar o resultado para 3-0, com um golo de Wilson Manafá. Foi a estreia a marcar do lateral ex-Portimonense com a camisola azul e branca. A equipa avense tentava no mínimo fazer o golo de honra, mas quem voltou a marcar foi a equipa da casa. Contra-ataque dos azuis brancos, com o primeiro remate de Marega a ser travado por Beunardeau, mas Brahimi descobriu Tiquinho Soares que só teve de chutar para o 4-0 final.

O dia 5 de maio começou com o Tondela – Santa Clara. Aos 21 minutos, oportunidade soberana para a equipa açoriana chegar à vantagem no marcador, com uma grande penalidade provocada por Murillo e convertida com sucesso por Osama Rashid. Logo ao abrir do segundo tempo, o Tondela iria chegar ao empate, também através da marca dos onze metros. Tomané não desperdiçou a oportunidade e estava reposta a igualdade no marcador. Contudo, aos 67 minutos, o Santa Clara iria chegar de novo à vantagem. Fábio Cardoso ganhou nas alturas e a bola foi parar a Guilherme Schettine que picou a bola por cima do guarda redes. Mas o Santa Clara não se ficava por aqui, isto porque, aos 76 minutos, Osama Rashid voltou a enviar a bola para o fundo da baliza da equipa tondelense, completando assim o 3-1 final. Era o sétimo golo no campeonato para o médio da equipa açoriana que acabava definitivamente com as esperanças dos comandados por Pepa.

No mesmo dia jogou-se o dérbi lisboeta, que opôs o Sporting CP ao Belenenses SAD. Num jogo que foi um autêntico festival de golos no Jamor, o Sporting CP marcou o primeiro golo aos 10 minutos por Raphinha. O guarda-redes, Muriel, não ficou bem na fotografia e estava, assim, inaugurado o marcador. A situação ainda se complicou mais para os comandados por Silas com a expulsão de Muriel após uma falta fora da área do Belenenses SAD. O guardião brasileiro foi substituído pelo português Guilherme Oliveira. Os leões chegaram ao 2-0 no período de descontos do primeiro tempo. Foi o sétimo golo no campeonato para Luiz Phellype que já marca há cinco jogos seguidos. Para a segunda parte ficaram guardados os restantes sete golos. Licá reduziu para o Belenenses SAD, à passagem do minuto 61. Renan não segurou a bola e o avançado português só teve de encostar para o fundo da baliza. Logo de seguida, o Sporting CP voltou a carimbar a vantagem de dois golos, com um pontapé de meia distância por parte de Gudelj, ao minuto 65. Mas a inevitável figura do encontro ia se mostrar entre o minuto 70 e 83. Bruno Fernandes completou um hat-trick com uma grande penalidade conquistada aos 70 minutos; com um remate certeiro, após assistência de Luiz Phellype; e com outra finalização após um cruzamento de Marcos Acuña. Assim, o internacional português fazia o seu 31º golo esta temporada, tornando-se o médio mais goleador de sempre do futebol europeu. Os restantes golos foram marcados por Bas Dost e Idrissa Doumbia. O primeiro remate do internacional holandês foi defendido por Guilherme Oliveira que acabou por não conseguir impedir o 7-1. Já Idrissa Doumbia estreou-se a marcar com a camisola do Sporting CP após uma boa jogada coletiva da equipa leonina. Estava feito o 8-1 final, desenhando-se um resultado histórico no Estádio do Jamor.

Em Guimarães, o Vitória SC recebeu o aflito CD Nacional, num jogo que deu um empate a dois golos. Os comandados por Luís Castro começaram melhor o encontro com uma grande penalidade assinalada ao minuto 11, convertida por Tozé. Foi o sétimo golo no campeonato para o médio-ofensivo português. Aos 12 minutos, Matheus Oliveira testou a atenção do guarda-redes insular com a marcação de um livre direto. O jogo parecia complicar-se para a equipa da casa após a expulsão por acumulação de amarelos de Wakaso mas foram os minhotos a ampliar a vantagem já no segundo tempo, por Florent, no decorrer de uma jogada individual. O defesa francês puxou a bola para o pé direito e estava completado o 2-0, aos 78 minutos. Os alvinegros reduziram a desvantagem no marcador ao minuto 82, por intermédio de Diogo Coelho. Grande pontapé de fora da área do defesa português que dava o 2-1 no marcador. Mas o CD Nacional não se ficou por aqui, isto porque, aos 92 minutos, Ibrahim Alhassan cabeceou para o fundo da baliza dos comandados por Costinha, impondo o 2-2 final. Foi o primeiro golo no campeonato para o nigeriano. No último suspiro, a equipa insular esteve perto de conseguir a remontada, mas Miguel Silva manteve a baliza intacta.

A 32ª jornada da Liga NOS não terminou sem o frenético Vitória FC- Boavista. Num jogo que teve três expulsões, todas na segunda parte, os primeiros a criar perigo foram os sadinos, por Nuno Valente, ao minuto 24. O segundo tempo foi muito mais agitado que o primeiro, sendo que foram os comandados por Sandro Mendes que mais tiveram perto de marcar ao minuto 51, com um falhanço de Cadiz. Aos 67 minutos, foi mostrado o cartão vermelho a Semedo, após entrada dura sobre o adversário e, foi na sequência desse livre, que foi inaugurado o marcador por Yusupha. Remate forte e colocado do jogador boavisteiro que inaugurava o marcador no Estádio do Bonfim. Após o golo, foi a vez de Zequinha ver o cartão vermelho das mãos de Fábio Veríssimo. A contestação dos adeptos era visível e, aos 73 minutos, foi Cadiz quem viu o segundo cartão amarelo e consequente expulsão. Era o terceiro cartão vermelho em seis minutos. O jogo ficou parado durante sensivelmente dez minutos, devido a protestos dos adeptos. A partir daqui, foram os axadrezados a tomar conta da partida, chegando ao 2-0 por intermédio de Perdigão, assistido por Rafael Costa. Era a estreia a marcar para o avançado brasileiro. O juiz do encontro deu 15 minutos de descontos e, ao minuto 101, Gustavo Sauer fechou as contas em resposta a uma assistência de Alberto Bueno. O Boavista assegurou, assim, a manutenção no maior escalão do futebol português.

Bruno Fernandes foi uma das principais figuras da 32ª jornada da Liga NOS ao completar um hat-trick na goleada do Sporting CP frente ao Belenenses SAD.
Fonte:https://observador.pt/2019/05/05/bruno-e-uma-historia-que-nao-e-paixao-e-jamor-a-cronica-do-belenenses-sad-sporting/


Artigo revisto por Ana Rita Curtinha

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