Governo sofre remodelação: mexidas na Saúde, Cultura e Economia

António Costa fez – este domingo – a maior remodelação do XXI Governo Constitucional. Marta Temido sucede a Adalberto Campos Fernandes como ministra da Saúde, Pedro Siza Vieira substitui Manuel Caldeira Cabral na Economia e Graça Fonseca foi a escolhida para assumir a pasta da Cultura, em detrimento de Luís Filipe Castro Mendes.

Estas alterações ministeriais acontecem na sequência da exoneração de Azeredo Lopes do cargo de ministro da Defesa, na última sexta-feira, com João Gomes Cravinho a assumir o cargo.

O primeiro-ministro revela – em nota comunicada no Portal do Governo – que espera que as mudanças no executivo tragam uma dinâmica renovada à execução do programa do governo e promete ainda a continuidade das políticas que têm sido seguidas até ao momento.

Esta remodelação nos Ministérios – que é a terceira deste executivo – já foi aprovada por Marcelo Rebelo de Sousa e a tomada de posse dos novos ministros está marcada para as 12h desta segunda-feira.

A data da tomada de posse coincide com o dia de entrega e início de discussão do Orçamento de Estado para o próximo ano, o que implica que a proposta que o governo vai apresentar seja defendida por quatro ministros que não a negociaram.

A primeira remodelação ministerial do atual executivo aconteceu a 14 de abril de 2016 – sensivelmente cinco meses depois do seu início de funções –, na sequência de uma publicação polémica de João Soares no Facebook. Este seria substituído por Luís Filipe Castro Mendes.

No passado ano de 2017, o debate em torno das responsabilidades políticas dos incêndios que mataram mais de 100 pessoas na zona centro do país conduziu à segunda alteração de tutela ministerial, com a demissão de Constança Urbano de Sousa de ministra da Administração Interna e a sua substituição por Eduardo Cabrita.

Artigo revisto por Gonçalo Taborda

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