PLAYLIST – As músicas que marcaram o nosso verão

Mais um verão passou. Cheio de bons momentos, crescimento e aventuras. A música está sempre à nossa volta e por isso decidimos, este mês, dar-vos as sugestões das músicas que marcaram o nosso verão. O regresso ao quotidiano, aulas e trabalho é inevitável, apesar de todos querermos continuar a estar na praia, a dar mergulhos e a torrar ao sol. Aproveitem esta playlist e digam um adeus ao verão!

Bernardo Madeira: Kesha, “Praying”

Não foi um verão fácil. Foi repleto de momentos difíceis e foi uma fase mais em baixo da minha vida. Mas quando ouvi o 1.º single de Rainbow, Praying, o qual depois repeti vezes e vezes sem conta, senti a dor de Kesha. Começava a ouvir a música extremamente aflito, preocupado, depressivo e terminava-a com um sentimento de serenidade, positivismo e força. É como se a música fosse um filme que começou com um trauma horrível e que termina com um final feliz. Obrigado por esta obra de arte, Kesha. Uma mensagem de coragem e superação dos monstros do passado, que tocará muita gente por este mundo fora e, quem sabe, ajudará muitas pessoas também. Se quiserem saber mais, leiam a minha review do terceiro e mais recente álbum da cantora norte-americana.

 

Maria João: Childish Gambino, “3005”

Recordando agora as várias histórias que guardo com carinho deste verão, esta música acaba por estar sempre presente. Com um refrão catchy e mensagem sentida, é uma arma de dois gumes – feliz, como estive em tantas e tantas noites em que parecíamos crianças, deslumbrados pelas estrelas cadentes que lá iam aparecendo por entre as nuvens, ou triste. De qualquer modo, recomendo vivamente que a oiçam. E, caso sintam uma empatia especial por esta música, folgarei em sabê-lo.

 

Maria Moreira Rato: The Script, “Rain”

Para algumas pessoas, “um som trágico”, para outras, “uma música que serve para que nos sintamos bem”. Na minha opinião, e como fã completamente devota desta banda, senti-me desiludida quando ouvi o primeiro single de Freedom Child. Não fiquei apaixonada pelas batidas nem pelos “oh” no refrão e somente o piano me conquistou.
Contudo, ouvi a música consecutivamente e acabei por perceber que se esta fosse uma “match made in heaven”, estaríamos a falar de um casamento entre a Shape Of You de Ed Sheeran e de Llorando Se Fue, eternizada pelo género lambada. Talvez seja mais plausível afirmar que se trata de uma revolução na sonoridade dos irlandeses que decidiram unir a sua pop rock à tropical house e à dancehall e conferir-lhe uns traços agradáveis de cumbia e samba, mas uma coisa é certa: as palavras repletas de sentimento, as frases inquietantes e o amor não correspondido continuam presentes!

 

Mário Barata: Charlie Puth, “Attention”

A música do meu verão é Attention, de Charlie Puth. Apesar de não gostar de me render a músicas comerciais, a dinâmica desta música conseguiu despertar em mim algo de forma a captar a minha “attencion”.

 

Miguel Alexandre: Lorde, “Perfect Places”

Para mim, não houve uma música pop em 2017 que contemplasse tão minuciosamente o cataclismo que é a entrada para os 20 anos como a Perfect Places. Durante este verão, esta foi a música “go to” para as minhas saídas à noite, para aguentar o trabalho ou para simplesmente cantar com o volume no máximo, às duas da manhã, no meu carro.

 

Rita Remédio: Daniel Caesar – Streetcar

Este foi um verão de mudanças: acabar a faculdade e voltar a casa, sabendo que os tempos de ESCS acabaram é, sem dúvida, agridoce. Assim sendo, passei o verão a ouvir os singles do que seria o álbum Freudian, de Daniel Caeser. A música que mais marcou o verão foi a Streetcar, um cover Soul/ R&B da Street Lights de Kanye West.

Autor
Maria Moreira Rato

Se virem uma rapariga com o cabelo despenteado, fones nos ouvidos e um livro nas mãos, essa pessoa é a Maria. Normalmente, podem encontrá-la na redação, entusiasmada com as suas mais recentes descobertas “AVIDeanas”, a requisitar gravadores, tripés, câmaras, microfones e o diabo a sete no armazém ou a escrever um post para o seu blogue, o “Estranha Forma de Ser Jornalista”… Ah, e vai às aulas (tem de ser)! Descobriu que o jornalismo é sua minha paixão quando, aos quatro anos, acompanhou a transmissão do 11 de setembro e pensou: “Quero falar sobre as coisas que acontecem!”. A sua visão pueril transformou-se no desejo de se tornar jornalista de investigação. Outras coisas que devem saber sobre ela: fica stressada se se esquecer da agenda em casa, enlouquece quando vai a concertos e escreve sempre demasiado, excedendo o limite de caracteres ou páginas pedidos nos trabalhos das unidades curriculares. Na gala do 5º aniversário da ESCS MAGAZINE, revista que já considera ser a sua pequena bebé, ganhou o prémio “A Que Vai a Todas” e, se calhar, isso justifica-se, porque a noite nunca deixa de ser uma criança e há sempre tempo para fazer uma reportagem aqui e uma entrevista acolá…!

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