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Cheias em Albufeira provocam milhares de euros em prejuízos

Presidente da Câmara de Albufeira estimou hoje em “largos milhares de euros os prejuízos”. Luís Alexandre, presidente da Associação de Comerciantes de Albufeira, afirma que as inundações aconteceram devido a problemas de ordenamento e de esgotos. Calvão da Silva: “Portugal pode confiar nos serviços de proteção civil”.

Segundo o Presidente da Câmara de Albufeira, as inundações de domingo causaram danos no valor de “largos milhares de euros”. No entanto, este adiantou que, “para já”, não irá avançar com o pedido de calamidade pública, assegurando ainda que não há qualquer situação pendente e as pessoas que ficaram sem habitação foram realojadas temporariamente. Sobre este assunto, também Calvão da Silva, novo ministro da Administração Interna, se pronunciou, afirmando que é necessário, antes de mais, que seja feito o levantamento dos danos, para depois se avaliar se os “requisitos legais” estão “preenchidos”.

A zona mais atingida pelas fortes chuvas foi o centro da cidade, onde a água atingiu cerca de 1,80 metros de altura. As lojas do centro estão fechadas e, em algumas delas, trabalhadores e funcionários procedem à limpeza e remoção dos objetos.

Luís Alexandre declarou à agência Lusa que os prejuízos são “avultadíssimos” e foram provocados pelo facto de as condutas de águas pluviais colocadas na zona da baixa de Albufeira terem um diâmetro inferior ao que seria aconselhável, o que provoca o congestionamento das águas no seu curso natural para a praia, e, consequentemente, inundações. O comerciante afirmou que já tinha sido esta a causa das últimas cheias de 2008 e que existe, entre os comerciantes, um sentimento de “revolta” pelo facto de ainda não terem sido ressarcidos das mesmas.

Segundo o empresário, a maior parte dos comerciantes não possuía seguros que cobrissem prejuízos causados por intempéries, tal como ele próprio, proprietário de vários estabelecimentos no concelho. Calvão da Silva, no seu primeiro ato público enquanto ministro, deixou um conselho para estes comerciantes: “É bom reservar um bocadinho para no futuro ter seguro”, sublinhando que este temporal “é uma lição de vida”.

O ministro da Administração Interna elogiou ainda o trabalho das forças operacionais, dos voluntários e a “entreajuda dos vizinhos”, frisando que os alertas “funcionaram bem” e salientando que “Portugal pode confiar nos serviços de proteção civil”.

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