“Desporto no Feminino”: a revista que põe as mulheres no centro do jogo
A “Desporto no Feminino” é uma revista digital independente, criada por João Gomes, que surge para dar visibilidade ao desporto feminino, tratando as suas atletas, equipas e modalidades com a profundidade e seriedade que é, habitualmente, reservada ao desporto masculino.
Projeto independente com identidade própria
“Desporto no Feminino” é um projeto independente e de autor, pensado e produzido por João Gomes, estudante de mestrado de Jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social, que assume o papel de diretor, editor e principal repórter da publicação.
A revista aposta em textos longos, contextualizados, e tem uma preocupação permanente com o rigor, a verificação e a diversidade de fontes. É uma revista que se tenta aproximar do modelo das grandes magazines desportivas internacionais, mas com foco absoluto no desporto feminino.
A revista é publicada em formato digital e vive sobretudo online, com uma circulação muito apoiada nas redes sociais e nas partilhas feitas por atletas, clubes e leitores. Esta dinâmica alarga o alcance do projeto e traz visibilidade a modalidades e competições que quase não aparecem nas capas dos jornais: da patinagem artística ao andebol, passando pelo futsal, basquetebol ou ténis.
Missão e linha editorial: dar visibilidade e criar memória
No centro da “Desporto no Feminino” está uma missão clara: dar espaço e profundidade às histórias de mulheres no desporto, cobrindo não só títulos e medalhas, mas também percursos, dúvidas, lesões, regressos, contextos políticos e desigualdades estruturais.
Cada edição tenta responder a uma pergunta simples: quem está a jogar, a treinar ou a dirigir no feminino – e porque é que quase não ouvimos falar delas?
Em vez da lógica de “breve” ou do rodapé que domina muitas secções desportivas, a revista aposta em narrativas longas: quando conta o ouro europeu de uma patinadora de 16 anos, acompanha o percurso, a família, os treinos, a pressão mediática e as expectativas para o futuro; quando fala de futebol, não se limita ao resultado, discute hegemonias, modelos competitivos e o impacto das ligas nacionais nas seleções.
Esta missão concretiza-se numa linha editorial assente em secções fixas que ajudam a mapear o passado, o presente e o futuro do desporto no feminino. No “Hall of Fame” recuperam-se figuras históricas que abriram caminho para a geração atual; em “Jovens Promessas” destacam-se talentos em ascensão; o “Raio-X” aprofunda o percurso de atletas portuguesas e “Portuguesas pelo Mundo” acompanha jogadoras em contexto internacional. Há ainda espaço para grandes entrevistas, reportagens longas e a secção “Histórias no Feminino”, por exemplo, conta trajetórias de superação, liderança e impacto social, muitas vezes fora do radar mediático. Entre memória e atualidade, a revista constrói uma narrativa contínua do desporto no feminino que quase não existe nos arquivos mediáticos tradicionais.
Público: de quem joga a quem quer compreender
A revista dirige-se a vários níveis de leitores. Por um lado, a quem vive o desporto por dentro: atletas, treinadores, dirigentes, árbitros e staff técnico. Encontram ali um espaço mediático que os leva a sério, acompanha épocas inteiras e olha para as modalidades para lá da seleção A ou da final televisiva.
Por outro, fala também para estudantes e jovens jornalistas, muitos deles com o mesmo percurso académico do autor, que procuram exemplos de jornalismo especializado, narrativo e com consciência de género. É possível alcançar, ainda, um público mais alargado, interessado em igualdade, representatividade e literacia desportiva, que vê nas histórias destas mulheres uma forma de compreender melhor o país e o mundo através do desporto.
Para as mais novas, especialmente jovens atletas, a revista funciona como espelho e horizonte: mostra que há mulheres a ganhar europeus, a erguer Bolas de Ouro, a treinar equipas de topo e a liderar seleções. E mostra, também, que há jornalistas atentos a isso.
Objetivos: crescer sem perder o foco
O caminho traçado aponta para um futuro com mais páginas e mais vozes. Entre os objetivos está o reforço da presença digital e a criação de uma comunidade de leitores e leitoras que participem com sugestões, testemunhos e feedback.
Outro objetivo é alargar a equipa, integrando mais colaboradores, fotógrafos e repórteres, transformando o projeto de autor num pequeno coletivo editorial dedicado em exclusivo ao desporto feminino.
A ideia não é diluir a identidade da revista, mas sim ganhar escala para cobrir mais modalidades, mais competições e mais territórios, mantendo a mesma lógica de profundidade e rigor.
No fundo, “Desporto no Feminino” quer ocupar o lugar que ainda não existe no panorama mediático português: o de uma revista que olha para o desporto feminino não como exceção, curiosidade ou cota, mas como centro da narrativa, onde o que é “normal” é ver mulheres a ganhar, a falhar, a voltar e a liderar – e isso merece ser contado com o mesmo cuidado, detalhe e respeito que qualquer grande história de desporto.
Podes acompanhar o melhor do desporto feminino no Instagram, X, Facebook e Substack.
Fonte da Capa: Desporto no Feminino
Artigo revisto por Mariana Ranha e Eva Guedes
AUTORIA
A Patrícia começou agora o segundo ano em Jornalismo, mas desde pequena sabia que queria escrever e informar. Sempre curiosa e atenta ao que a rodeia, encontrou na Magazine o espaço ideal para explorar temas variados e desafiar-se a contar histórias de forma criativa. Aceitou o desafio de assumir a editoria de Informação e está pronta para descobrir novas histórias e conhecer mais sobre o mundo.






Boa tarde,
“Envio de Artigo de Opinião para Publicação: “A Nossa Matriz: A Formação como Base do Sucesso da Gteam.”
Estimados Membros dos Órgãos Sociais, espero que este e-mail os encontre bem.
Venho por este meio partilhar convosco uma proposta de artigo de opinião focado no percurso desportivo e social da GTEAM Guimarães Football Club, desenhado para publicação nos vossos canais e órgãos sociais de comunicação.
Este artigo tem como propósito reforçar publicamente o posicionamento estratégico e a identidade histórica da GTEAM neste ano de 2026. O texto foi estruturado para destacar a nossa verdadeira matriz: o facto de o clube ter nascido e consolidado a sua atividade através dos escalões de formação, tendo o escalão sénior feminino surgido posteriormente como uma evolução natural. O objetivo principal é demonstrar aos nossos sócios, parceiros e comunidade como pretendemos converter esse legado iniciado em 2013 numa estrutura organizacional moderna, sustentável, digitalizada e profissional, garantindo o futuro do nosso futsal feminino.
Segue abaixo o texto do artigo na íntegra para vossa análise e respetiva aprovação.
A Formação como Base do Sucesso da GTEAM.
A história da GTEAM Guimarães Football Club não começou pelo topo, mas sim pelas fundações. Desde o início do clube, a nossa identidade foi moldada com um foco claro e inabalável: os escalões de formação como base de todo o projeto desportivo e social. Foi o trabalho rigoroso com os mais jovens que nos deu sustentabilidade e valores. Só mais tarde, como um passo natural de crescimento e maturidade biológica do clube, nasceu o escalão sénior feminino.
Olhando para o percurso iniciado em 2013 e que nos traz até ao presente ano de 2026, percebemos que o futuro do nosso futsal exige a evolução desta matriz identitária para uma estrutura organizacional de clube moderno.
Valorizar as Origens: Expandir a Formação de Base. Fiéis à nossa génese, o crescimento da GTEAM continuará a ser feito de baixo para cima. É prioritário consolidar as nossas Escolas de Formação (dos Sub-8 aos Sub-15) para expandir o recrutamento e reter o talento jovem local.
Para que as atletas formadas em casa não se percam na transição para o futsal sénior, assumimos o compromisso de estruturar equipas intermédias (Sub-17,Sub-19). Esta ponte garante que as atletas que começaram connosco na infância tenham um caminho contínuo e seguro até à nossa equipa sénior. Transição para um Modelo Profissionalizado. Honrar o passado de formação exige gerir o presente com profissionalismo. Para garantir a sustentabilidade financeira desta estrutura, o clube focar-se-á em duas frentes: Parcerias Locais: Associar a marca GTEAM a empresas da região através da responsabilidade social e desportiva. Candidaturas a Fundos: Utilizar programas estruturais como o Clube Top do IPDJ e os incentivos da Federação Portuguesa de Futebol para qualificar os nossos recursos humanos e técnicos. Inovação, Digitalização e Comunidade. O clube moderno exige também ferramentas modernas. A digitalização com canais de streaming próprios, comunicação ativa nas redes sociais e o uso de vídeo-análise nos treinos — será o motor para atrair mais atletas, público e patrocinadores. Queremos valorizar o futsal feminino e criar “match-days” apelativos que envolvam toda a comunidade vimaranense. Este plano fecha-se com acordos de geminação com clubes profissionais para a partilha de sinergias (logística, marketing e scouting) e com a dinamização do futsal através de projetos nas escolas locais, além da formação contínua e obrigatória da nossa equipa técnica e diretiva.
Conclusão: Em 2026, a GTEAM não esquece de onde veio. Nascemos na formação, crescemos até ao escalão sénior feminino e hoje projetamo-nos para o futuro. Ao profissionalizar a nossa estrutura e ao investir na inovação digital, estamos a proteger o legado de 2013 e a garantir que a GTEAM continua a ser um motor de desenvolvimento social e desportivo na nossa região. Ficamos inteiramente à disposição para acolher as vossas sugestões, revisões ou ajustes que considerem necessários antes da sua divulgação final.
Com os nossos melhores cumprimentos,
Filipe Lança Abreu
Presidente Assembleia Geral GTEAM Guimarães Football Club
Tlm 916 164 513