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Em 12 anos, quatrocentas e cinquenta mulheres morreram em Portugal vítimas de violência doméstica

Nos últimos 12 anos quatrocentas e cinquenta mulheres foram assassinadas, principalmente por parte de homens com quem mantinham uma relação íntima. A maioria das queixas na APAV foi apresentada por mulheres jovens.

Quatrocentas e cinquenta mulheres assassinadas e 526 vítimas de tentativa de assassínio. Estes são os dados divulgados pelo Observatório das Mulheres Assassinadas, da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) que dão conta dos homicídios e tentativas de homicídios desde 2004.
Em 83% dos casos a vítima e o agressor mantinham ou já teriam tido uma relação de intimidade.
O observatório dá conta do grupo mais vitimizado, o das mulheres com idades superiores a cinquenta anos, seguido das mulheres com idades compreendidas entre os 36 e os cinquenta anos.
Os distritos de Lisboa, Porto e Setúbal são os que apresentam mais crimes, num total de 208 (45.8%). 2016 foi, no entanto, o ano em que se registou o menor número de tentativas de homicídio.
A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) relevou também que, por dia, recebeu uma média 49 queixas de violência doméstica, entre 2013-2015.
As mulheres são, novamente, o grupo mais afectado, com a maioria das queixas a serem realizadas por mulheres mais jovens que vivem relações violentas.
Do total de 22.387 processos de apoio, 19.132 (85.46%) das vítimas apoiadas eram mulheres e 3141 (14.03%) homens.
Na maioria dos casos o autor do crime é o cônjuge (34.4%) e a ocorrência dos crimes acontece na casa comum (66.6%).
Nesta que é uma semana dedicada ao tema, e o dia 25 de novembro escolhido como o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, chega a Portugal um método para classificar a agressividade nas relações.
Trata-se do “violentómetro”, uma régua com trinta comportamentos potencialmente violentos no namoro e no casamento.
A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) foi pioneira na distribuição deste método a mais de mil estudantes. Entretanto outras escolas demonstraram já o interesse em aplicá-lo a alunos do ensino secundário.

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