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Enfermeiros em greve lutam por melhores condições de trabalho

Greve de enfermeiros, marcada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), começou esta quinta-feira no turno da manhã e perdura até às 24 horas de sexta-feira. Enfermeiros reivindicam “valorização e dignificação” das carreiras.

Começou hoje uma greve de enfermeiros que durará dois dias. Esta greve, já marcada anteriormente, expressa a insatisfação por parte dos enfermeiros que exigem uma resposta imediata aos problemas. Registou-se uma adesão de cerca de 86% em todo o país, no primeiro dia de greve. Nos Hospitais São José e Santa Maria, em Lisboa, apenas funcionaram os serviços de urgência. No Hospital S. João, no Porto, a adesão foi de cerca de 75%, com diversas cirurgias adiadas por falta de pessoal.

O Sindicato está desde outubro em conversações com o Ministério da Saúde sobre 15 reivindicações, entre as quais estão a justa contagem dos pontos, independentemente do tipo de contrato de trabalho, o descongelamento das carreiras e progressões, a contratação imediata de 500 enfermeiros e de outros 1000 até abril, “a ocupação integral dos 774 postos de trabalho colocados a concurso” para as Administrações Regionais da Saúde (ARS) e ainda o pagamento do suplemento de 150 euros e a passagem das 40 para 35 horas semanais de trabalho dos enfermeiros com Contrato Individual de Trabalho.

Em declarações, o Presidente do Sindicato dos Enfermeiros, José Carlos Martins, afirmou que as negociações com o ministério da saúde “estão a correr mal” e que apenas duas das quinze reivindicações é que estão a ter resposta por parte do Ministério. Acrescentou ainda que “o Ministério da Saúde e das Finanças não só não aumenta o número de enfermeiros como não autoriza a contratação para repor os que saem” e que “o que este Governo está a fazer é a dificultar e a diminuir a capacidade do setor público e do SNS”.

O Presidente do Sindicato encara esta greve como uma questão transversal a todos os setores profissionais, na qual todos estão a reclamar por mais profissionais. Pedem mais enfermeiros para responder mais e melhor às pessoas.

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