Kim Jong-un promove a irmã e dá mais poder a dois responsáveis pelo programa nuclear nacional

Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte, promoveu três novos membros do politburo. A Coreia do Sul já veio afirmar que esta decisão é consequência do crescente isolamento do país face ao mundo.

Kim Yo-jung, irmã mais nova do líder coreano, em conjunto com Kim Jong Sik e Ri Pyong Chol, dois responsáveis do programa nuclear da Coreia do Norte- sendo o último Ministro dos Negócios Estrageiros-, foram promovidos por Kim Jong-un, obtendo assim um maior poder de decisão no politburo– o comité executivo do partido comunista.

A irmã mais nova de Kim, de 28 anos, já ocupava uma posição importante no departamento de propaganda e agitação do país. No entanto, vem agora substituir a sua tia, Kim Kyong Hee, no organismo mais importante do país como membro suplente.

Segundo Michael Madden, especialista na Coreia do Norte da Universidade John Hopkins, esta mudança trata-se de uma maior consolidação do poder da família de Kim.

Já a Coreia do Sul interpreta esta decisão como uma tentativa de renovação política, apostando numa nova geração, uma vez que o país está cada vez mais isolado. Para isso veio contribuir o deterioramento das relações com os Estados Unidos, que colocou a irmã do líder na “lista negra” do Departamento do Tesouro dos EUA por violar vários direitos humanos.

Além disso, estes últimos meses foram marcados pela ameaça nuclear por parte de ambos os países. No sábado, Kim Jong-un afirmou que o programa de armas nucleares de Pyongyang é uma importante ferramenta que permite garantir a soberania do país, pois Donald Trump já tinha deixado implícito que “apenas uma coisa vai funcionar” com Pyongyang.

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