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Le Pen e Macron: o último frente a frente antes do grande dia

Na noite passada os dois candidatos às presidenciais francesas, Emmanuel Macron e Marine Le Pen, defrontaram-se num último debate antes da segunda volta das presidenciais, marcada para domingo, 7 de maio.

Uma noite animada para os franceses e para o resto do mundo que observa atento à segunda volta das eleições presidenciais francesas. Os dois candidatos, Emmanuel Macron e Marine Le Pen, defrontaram-se na passada noite de 3 de maio naquele que foi o último debate antes dos franceses escolherem o próximo presidente de França.

O debate ficou marcado pela discrepância de argumentos entre os dois candidatos: durante duas horas e meia Macron e Le Pen trocaram acusações e insultos e mostraram o quão diferentes são em temas como o euro ou o combate ao terrorismo.

A candidata da Frente Nacional estava pressionada para utilizar este debate como forma de apresentar as suas propostas e angariar os últimos eleitores, mas passou mais tempo a atacar o seu adversário. O jornal francês Libération acusa mesmo Le Pen de “múltiplos ataques e provocações”.

Durante o debate, Macron surpreendeu ao repetir por diversas vezes a expressão bêtises que, traduzida para português, significa idiotices, dirigindo a crítica para a sua adversária.

O candidato centrista saiu como favorito do debate desta quarta-feira e reforça assim a sua posição como favorito à votação do próximo domingo.

Até ao momento a candidata da extrema-direita conta com cerca de 40% das intenções de voto, estando os restantes 60% guardados para Macron.

Depois de uma primeira volta, domingo é o dia decisivo para a França: os franceses escolhem o seu próximo presidente, numa decisão seguida de perto pelo resto da Europa.

 

Perfis divergentes: as linhas de força de Le Pen e Macron

Marine Le Pen defende uma política de anti migração, com políticas de fecho de fronteiras, colocando o povo francês em primeiro lugar, em detrimento dos imigrantes que vivem no país. Para além da política anti-imigração, a candidata defende ainda a necessidade de um referendo sobre a possível saída de França do União Europeia.

Ao contrário de Le Pen, Macron pretende uma maior cooperação na União Europeia, numa era em que a globalização é inevitável.

O candidato responsável pelo movimento En Marche!, criado há um ano atrás, nunca concorreu a nenhuma eleição anteriormente, assim como Le Pen.

A candidata tomou a liderança do partido há seis anos atrás, mas nunca teve nenhum cargo no ministério ou no parlamento francês, ao contrário de Macron, que ocupou o cargo de ministro da economia no Governo do primeiro-ministro, Manuel Valls.

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