Manuel Maria Carrilho condenado a quatro anos e meio de prisão com pena suspensa

O ex-ministro da Cultura Manuel Maria Carrilho foi condenado, na passada terça-feira, a quatro anos e seis meses de prisão com pena suspensa pelos crimes de agressão, injúrias e violência doméstica. Estes foram cometidos contra a sua ex-mulher, a apresentadora Bárbara Guimarães. A defesa de Carrilho já anunciou que vai recorrer da decisão do juiz.

Após uma leitura do acórdão, que demorou mais de meia hora, a juíza presidente do coletivo do juízo 22 do Tribunal de Comarca de Lisboa deu o ex-ministro da Cultura Manuel Maria Carrilho como culpado pelos crimes de agressão, injúrias e violência doméstica contra a ex-mulher, Bárbara Guimarães, no decorrer do ano de 2014.

O tribunal definiu que Carrilho terá de pagar 50 mil euros a Bárbara Guimarães e 15 mil euros ao ex-namorado desta, Ernesto Neves, que também era assistente no processo. Ficou também decidido que o ex-ministro deverá frequentar um programa de sensibilização para a violência doméstica, devido ao facto de não mostrar arrependimento e sempre se ter tentado desculpabilizar.

Manuel Maria Carrilho defendeu-se, em declarações aos jornalistas à saída do Campus de Justiça, dizendo: “o tempo em tudo me tem dado razão” e “aos olhos dos meus filhos eu estou cem por cento absolvido”.

Em maio de 2016, numa sessão do tribunal, a apresentadora de televisão acusou o ex-marido de a ter ameaçado com uma faca depois de ela ter pedido o divórcio. Versão que Carrilho negou. Bárbara acusou-o ainda de difamação por este ter afirmado à imprensa que a ex-mulher tinha problemas alcoólicos, frustração profissional e sofrido uma tentativa de violação por parte do padrasto.

O ex-ministro entregou nesta segunda-feira uma providência cautelar a pedir a guarda da filha, Carlota, após o envolvimento da apresentadora num acidente rodoviário com mais nove viaturas. Bárbara Guimarães não quis prestar declarações à comunicação social relativamente a este assunto, mas o seu advogado mostrou-se satisfeito com a pena aplicada ao ex-marido de Bárbara.

O julgamento de Manuel Maria Carrilho teve início a 12 de fevereiro de 2016, em Lisboa.

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