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Perto de 1 milhão de crianças fugiram do conflito na Nigéria

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Num contexto de guerra entre o grupo terrorista Boko Haram, o exército nigeriano (e os seus aliados) e as milícias populares, a UNICEF avançou que cerca de 800 mil crianças foram obrigadas a fugir das suas casas para sobreviver. Um valor que pode assustar, principalmente quando se pensa que, se fosse em Portugal, rondaria os 9% da população. Os países vizinhos são os principais destinos para quem quer sobreviver: o Níger, o Chade e os Camarões, países que estão também envolvidos no conflito como frente aliada, receberam no último ano praticamente o dobro do número de crianças quando comparamos com os anos anteriores, o que acaba por reflectir também o agravamento da guerra. A organização afirma que, mesmo conseguindo fugir, há muitas que são recrutadas pelo Boko Haram para participar nos combates ou para, no caso das menores, serem submetidas a casamentos forçados. Estar longe de casa não parece ser o pior cenário, quando existe a possibilidade de cair nas mãos do grupo terrorista. Ainda assim, o porta-voz reginal da UNICEF para a área da África Ocidental e Central, Laurent Duvillier, considera que «é demasiado cedo para avaliar a magnitude do problema, já que o noroeste da Nigéria é uma zona de alto risco» e que por isso «é complicado fazer um trabalho de campo exaustivo». Estes números surgem numa nota divulgada na mesma semana em que se cumpre um ano desde que 200 raparigas foram sequestradas pelo agora aliado do Estado Islâmico em Chibok, no Norte da Nigéria, cujo paradeiro permanece ainda desconhecido.

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