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“República das Bananas”, a Grande Revista Musical

Desta vez, a ESCS MAGAZINE foi até ao Teatro Politeama, assistir à revista portuguesa “ A República das Bananas”, mais um musical de Filipe La Féria que facilmente se confunde com um espetáculo internacional.

O teatro Politeama, inaugurado em 1913, foi remodelado por Filipe La Féria em 1991, tendo-nos presenteado com inúmeros êxitos desde “Amália”, “A Canção de Lisboa”, “Música no Coração”, “Jesus Cristo Superstar”, entre muitos outros. Agora é a vez de brilhar em palco “A República das Bananas”, considerada “mais que uma revista e mais que um musical”. Estreou em setembro e irá estar em exibição até ao final de junho.

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O mestre da revista explica que “é um espectáculo de crítica, humor, sofisticação e luxo que vai encantar os milhares de espectadores”. A constituição desta República é uma inspiração crítica e divertida da única mas singular República ibérica, onde os mais controversos acontecimentos políticos e públicos são passados pela agradável censura humorística desta revista. Uma peça surpreendente pela sua originalidade patente num texto da atualidade, no momento que “Portugal e o Mundo atravessam, plenos de acontecimentos extraordinários”, salientou o encenador e produtor. Este é um espetáculo cheio de surpresas e boa disposição que, ao longo de mais de duas horas, prende o público com “uma verdadeira bomba de gargalhadas”.

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Assim, o espetáculo começa com o Cante Alentejano, à porta do Estabelecimento Prisional de Évora; apesar de Sócrates já não estar lá, Mário Soares parece não estar a par das novidades. Aborda-se, através de um texto inteligente e bem-humorado, a utopia d’O Presidente Ideal e a forma como funciona o poder; deste modo a política é um dos temas de destaque desta revista à portuguesa onde o ambiente pré-época eleitoral não podia deixar de ser abordado. Nomes como Assunção Esteves, Catarina Martins e Joana Amaral Dias são comentados, porque o país também tem mulheres no poder e, regra geral, são tudo menos bananas. Também se incluem protagonistas internacionais, como a Chanceler alemã Angela Merkel, e Christine Lagarde, atual Diretora-Gerente do FMI.

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Não só em Política se centra esta peça, mas também em música e futebol, ao qual nem Pinto da Costa escapou. Ao longo da mesma são relembrados vários nomes da representação e cultura portuguesa já desaparecidos, como é o caso de Raul Solnado e Armando Cortez. Outras questões da atualidade foram puxadas para o palco, como a prostituição e o culto das aparências, alimentado por determinados órgãos da comunicação social.

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A crítica social é intervalada com momentos musicais dignos da Broadway, reunindo profissionais multifacetados que representam, dançam, cantam e encantam. La Féria junta atores consagrados à mais jovem e talentosa geração do novo teatro e musical português, reunindo um elenco de luxo. Tem como protagonistas Rita Ribeiro e José Raposo; já veteranos, estes dois atores continuam a dar cartas. Outros nomes deram que falar, como Paula Sá e Ricardo Soler, “um grande cantor que se está a revelar também como actor e bailarino”. À frente deste grande elenco estão também Anabela, Ricardo Castro, Bruna Andrade, João Duarte Costa, Patrícia Resende, David Mesquita, Paulo Miguel. Os bailarinos foram coreografados por Marco Mercier e a orquestra ao vivo dirigida pelo Maestro Mário Rui.

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A República das Bananas é, portanto, um espetáculo a ter em conta. As piadas são inteligentes e fáceis de perceber e as músicas e as coreografias, bem executadas. Ao longo desta revista o público riu, cantou, aplaudiu em delírio os criados e artistas desta memorável “Republica das Bananas”. Uma noite de humor, alegria e boa disposição que ficará na memória de todos os que tiverem a oportunidade de assistir a este divertido e colorido musical, que não se esquece de celebrar a cultura, o teatro e o amor.

Se ficaste com vontade de assistir, os espetáculos têm lugar de quarta-feira a sábado às 21h30, e a matinées aos sábados e domingos às 17h00; já o preço dos bilhetes varia entre os dez euros (segundo Balcão) e os 30 euros (Plateia e Tribuna).

Como disse La Féria: “Não sejam bananas…venham ver a República das Bananas”.

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