7ª Arte,  Secções

Southpaw – Coração de Aço

No drama “Southpaw – Coração de Aço”, Jake Gyllenhaal interpreta Billy ‘O Grande’ Hope, um pugilista que parece já ter tudo na vida – uma carreira pro-missora no desporto que pratica, uma família que adora e o futuro a sorrir-lhe.

Como na maioria dos filmes sobre boxe, a personagem principal vê o seu sucesso ameaçado por uma qualquer tragédia pessoal. Em Southpaw, a fórmula mantém-se e, como tal, a trama é pouco inovadora.

Ainda que o enredo não surpreenda, existe uma certa competência em res-ponder às expetativas de uma longa-metragem dentro do género, tendo pre-sentes os detalhes que fazem dos filmes sobre pugilistas películas envolven-tes. Há ação do primeiro ao último minuto, a história é coerente e no fim, ainda que tenha ficado claro que acabamos de ver um filme genérico sobre boxe, as pouco mais de duas horas de filme não nos parecem ter sido desperdiçadas.

Mas o que vale mesmo a pena neste último trabalho de Antoine Fuqua é a prestação de Jake Gyllenhaal. O ator tem vindo a revelar a sua versatilidade ao interpretar papéis de todos os tipos em diversos géneros, mas em Southpaw Gyllenhaal transforma-se por completo na personagem principal e faz-nos questionar se o boxe não será um dos seus passatempos. O filme conta ainda com as prestações sólidas, mas não deslumbrantes, de Rachel McAdams e Forest Whittaker.

Southpaw é um filme interessante, que faz aquilo que se propõe a fazer, contudo, o seu esplendor acaba aí. Num filme com uma grande carga emocional esperam-se diálogos mais acesos entre as personagens, contudo, isso não se verifica.

Para além disso, as intrigas secundárias são pobres ou inexistentes, isto resulta numa intriga principal com demasiada responsabilidade e essa, como já vimos, não é inovadora o suficiente para garantir a melhor qualidade ao filme.

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