• Literatura,  Secções

    Desejos e um assassinato

    Muitas raparigas têm medo de ter duas personalidades, mas Marta pensa nisso a cada segundo.
 “Penso que o meu coração se quebrou. Este é o anel que me tiraram e agora estou feliz. Por Deus eu acordei de um sonho que não sei qual era. E sinto que a minha mente foi remexida. Deixo, agora, que o morto perseguido seja feliz.” Marta, com uma lanterna apontada à sua cara, lia este texto de Edgar Allan Poe, com tamanha excitação. – Como é que gostas disso? – perguntou Raquel. – Eu adoro isto. É como um xarope. Saboroso e pegajoso. – respondeu Marta. – É assustador. – comentou Raquel. – É…