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    “Todos me abandonaram, só o público nunca me esqueceu”

    Ainda não eram 21h e já a fila se formava fora do icónico Politeama. O imenso público que se encontrava à porta ansiava por saber mais um bocadinho sobre aquela que é considerada por muitos a voz de Portugal. Previa-se ali uma sala cheia, mesmo numa noite de quarta-feira. Estava uma autêntica atmosfera quente e agradável de primavera, mesmo ainda sendo a última semana de inverno. Eram 21h35 quando as luzes da sala do histórico teatro Politeama se apagaram. A sala estava praticamente esgotada, mesmo após mais de um mês em cena. O exuberante candeeiro de teto reluzia, tal como os olhares dos espetadores durante o seguimento de todo o…