Música

XIX Tuist

O XIX Tuist – Festival de Tunas “Cidade de Lisboa” foi celebrado no último fim de semana de março, mais precisamente nos dias 25 e 26. O lendário Coliseu de Lisboa encheu-se para acolher este evento de grande escala que reuniu prestigiadas tunas de todos os cantos do país. O público aderiu bastante a esta grande celebração universitária. Foi um evento muito divertido, cheio de piadas para animar a noite e momentos de interação, humor e diversão com membros do público, que assistia ao evento.

A primeira atuação musical ficou a cargo da Tuna Académica do Liceu de Évora. Foi seguida pela Tuna de Engenharia da Universidade do Porto, que cantou em português e em espanhol, alternou entre uma música mais calma e uma mais animada – Marcha da Ribeira, numa homenagem à relação entre Lisboa e o Porto. Interpretou também o clássico de Carlos do Carmo Lisboa menina e moça numa versão especial adaptada para o XIX Tuist, com a nova letra projetada no ecrã, o que levou ao público a cantar em sintonia com a tuna, bem como uma música com ritmos brasileiros que levaram o público a levantar-se e dançar.

O espetáculo apoiou uma causa solidária, sendo que a venda de rifas a 1€ revertia para um campo de refugiados em Atenas na Grécia. Os doadores, ao participarem, podiam ganhar viagens por Portugal e cupões de massagens. No total, foram angariados cerca de mil euros.

A competição de tunas teve um júri composto por antigos membros e fundadores das tunas, bem como Pedro Teixeira Silva, membro da banda “Os Corvos”, e Luís Jardim, famoso produtor musical.

A Tuna Universitária de Aveiro (TUA) foi desde uma serenata do amor não correspondido a um original Amor à Beira-Mar, juntando os estandartes e as pandeiretas – o público batia palmas eufórico. A Tuna Feminina do Instituto Superior Técnico abriu a segunda parte, homenageando as mulheres e as mães, ao interpretar As Sete Mulheres do Minho de Zeca Afonso.

Ocorreu a homenagem a José Ribeiro – antigo funcionário do Instituto Superior Técnico – feita pela tuna da mesma faculdade, homenageando-o com fitas que o nomeavam membro de honra. José mostrou-se bastante surpreso dizendo no seu discurso que “Isto é vida, isto é partilhar”, deixando uma mensagem a todos os presentes: “Por favor apoiem a cultura”.

As claques estiveram muito animadas durante todo o espetáculo, gritando perante um Coliseu completamente cheio e apaixonado pela arte de cantar em tuna.

A Desertuna (Tuna Académica da Universidade da Beira Interior), uma estreante em Lisboa e consequentemente no Tuist, também marcou presença. Desafiaram o público a cantar, juntando a coreografia masculina, que gerou muita risota e aplausos constantes e fortes. “Nós portugueses somos um país de grandes (…) temos no sangue a pátria e a glória”, introduzindo a sua atuação de “O Infante”, pertencente à Mensagem de Fernando Pessoa, cantado com grande garra e excecionalidade. Terminou o espetáculo a Tuna de Medicina da Universidade de Coimbra.

Os vencedores aclamadíssimos da competição foram a Desertuna, uma das mais aplaudidas na noite, apesar da sua estreia na capital e no Tuist. O evento contou também com a presença no público de alguns membros da nossa própria tuna da ESCS – escstunis.

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