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A poluição atmosférica mata uma em cada sete crianças

Segundo um estudo da Unicef, a poluição atmosférica é das principais causas da mortalidade infantil.

Cerca de trezentos milhões de crianças em todo um mundo correm perigo de vida devido ao ar que respiram. A crescente poluição atmosférica pode causar danos físicos, nomeadamente no cérebro, o qual ainda está em desenvolvimento. O alerta foi dado hoje pela Unicef.

Uma em cada sete crianças respira um ar tóxico, seis vezes mais poluído que o regulamentado pelas diretrizes internacionais. Este novo estudo foi publicado uma semana antes da conferência da ONU sobre o clima, a COP22, que irá decorrer em Marraquexe.

Referindo o impacte negativo do excesso de poluição a nível mundial, o diretor-geral da Unicef, Anthony Lake, afirma que “As substâncias poluentes não só danificam os pulmões das crianças como podem também atravessar a barreira de proteção do cérebro e danificar irreversivelmente o seu desenvolvimento cerebral, comprometendo o seu futuro”.

Estes números resultam principalmente das emissões dos tubos de escape dos automóveis, da crescente utilização de combustíveis fósseis e da incineração de resíduos. Segundo o relatório, é no sul da Ásia que maior número de crianças sofre deste problema.

O estudo conclui que o elevado grau de poluição resulta em doenças como a pneumonia, a asma, entre outras relacionadas com o sistema respiratório, que causam a morte de quase uma em cada dez crianças com menos de cinco anos. As crianças asiáticas e africanas estão mais suscetíveis a estes problemas porque, como têm pouco acesso a cuidados de saúde, são mais vulneráveis.

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