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A violência contra a mulher não é um mundo que a gente quer

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Numa marcha coordenada por 16 organizações, entre elas a UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta), APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima), ILGA (Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero), Capazes Associação Feminista, e Por Todas Nós, centenas de pessoas saíram ontem à rua para dar voz a esta causa.

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“Já nem devíamos estar a lutar por isto neste momento”, disseram Marta Valente e Liliana Mota, representantes do PAN (Pessoas-Animais- Natureza) que explicaram que lutam por todas as minorias e que a questão da violência é uma questão de género. Perto das 18h30 já cerca de trezentas pessoas se juntavam na Praça do Comércio à volta de faixas onde se liam palavras de ordem: “Quebra o silêncio” foi o mote. Patrícia Vassallo, representante do grupo Por Todas Nós e membro da organização da Marcha, salientou que esta era um movimento de sensibilização e uma manifestação por todos os tipos de abuso contra a mulher, realçando que vai muito para além da violência doméstica. Coimbra, Porto e Covilhã também assinalaram esta data que marca o Dia Internacional para a Erradicação da Violência Contra as Mulheres, decretado pela ONU em 1999.

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“A violência contra a mulher não é um mundo que a gente quer” foi o grito de guerra que ecoou pela Baixa de Lisboa, no que foi um misto de comemoração pela sobrevivência das ex-vítimas e de luto pelas 22 mulheres que, só neste ano, já foram mortas por este crime. O Governo também marcou presença e o deputado Luís Monteiro (Bloco de Esquerda) sublinhou a importância da participação dos homens nestas iniciativas, assim como o trabalho institucional que o BE tem vindo a fazer no campo da punição do agressor e da proteção das vítimas. As associações subscritoras do manifesto denunciam a violência contra as mulheres como um crime contra os direitos humanos e exigem prevenção e intervenção na violência contra as mulheres, combate ao sexismo e verdadeira igualdade de género. A Capital e a ESCS MAGAZINE mostram-se solidárias com esta causa e decidiram marchar também por todas as mulheres do mundo. Por todas nós.

Fotografias por Inês Costa Monteiro

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