7ª Arte,  Secções

Aloha

Aloha é uma longa-metragem produzida e realizada pelo americano Cameron Crowe, que, tendo recebido apreciações negativas por parte dos críticos, foi um sucesso de bilheteiras. Este drama de comédia romântica conta a história de um célebre militar, Brian Gilcrest (Bradley Cooper), que se aliou a negócios obscuros no Afeganistão. Decide, então, mudar o rumo da sua vida e voltar à sua terra-natal, o Havai, para ajudar o multimilionário Carson Welch (Bill Murray) a desenvolver um satélite secreto.

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É através desta missão que Gilcrest reencontra um amor antigo, protagonizado por Rachel McAdams, com quem deixou algumas pontas soltas por atar, aquando do fim da relação. Conhece ainda Allison Ng (Emma Stone), uma promissora capitã da Força Aérea Americana que lhe arrebata o coração.

Porém, apesar de os nomes de Aloha serem sonantes e terem tudo para criar uma narrativa admirável, não trazem qualquer brilho à trama. O enredo não é bem construído: chega a parecer que se está a assistir a uma história irreal de pura ficção, sobretudo pela missão militar a cumprir.

A química entre as personagens é inexistente, especialmente entre os dois protagonistas. Destaca-se, contudo, a performance dos atores mais jovens, que desempenham os papéis de filhos de Tracy, a ex-namorada de Brian Gilcrest. São eles Jaeden Lieberher (Mitchell) e Danielle Rose Russell (Grace).

Captura de ecrã 2016-01-24, às 03.19.18

Mas, se os minutos em que se está à frente do ecrã a assistir a Aloha são desinteressantes, enquanto se espera que algo surpreendente aconteça de forma a salvar o filme, os momentos finais chegam para ajudar a colmatar o sentimento de falta de qualidade que o espectador possa absorver da película, ainda que sejam bastante previsíveis desde o início.

Destaca-se em Aloha, como não poderia deixar de ser, as tradições havaianas firmadas na fé e na religiosidade, retratadas em danças, rituais e ditados repetidos ao longo de toda a narrativa. Um aspeto menos positivo é a falta de relevo dada ao arquipélago do Havai, coisa que seria de esperar, de acordo com o particular título do filme.

Captura de ecrã 2016-01-24, às 03.19.25

Apesar dos contras, Aloha é um filme que não entra na lista de “Piores Filmes de Sempre”; os seus prós saem a favor de uma visualização tranquila, típica de sábado à tarde.

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