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António Guterres seguro na caminhada para a liderança da ONU

Um homem “apaixonado”. Foi assim que os representantes dos países da ONU classificaram António Guterres, o português que deteve o cargo de Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) durante 10 anos e que se candidata agora a secretário geral da ONU.

As declarações chegaram a propósito da Assembleia Geral com os oitos candidatos, que decorreu no passado dia 12 de abril, em Nova Iorque.

O ex-primeiro-ministro de Portugal discursou durante mais de duas horas perante os restantes candidatos, mostrando as suas capacidades para discursar em três línguas diferentes: inglês, francês e espanhol.

Uma das principais questões em cima da mesa das Nações Unidas foi a paridade de géneros, um ponto que tem merecido atenção redobrada, principalmente na escolha do próximo secretário. O desequilíbrio entre homens e mulheres dentro da organização tem suscitado discussões e até uma campanha para eleger uma mulher para o cargo.

Graças à posição que desempenhou no ACNUR, Guterres inspirou-se nas experiências que viveu e nas grandes assimetrias a que assistiu, somando aqui a mais recente questão dos refugiados. Questionado sobre este tema, destacou a necessidade de uma maior solidariedade entre os diferentes estados e a urgência de um compromisso com uma cultura de prevenção, ainda que as “soluções sejam sempre escolhas políticas”.

“Se há algo em que a comunidade internacional está a falhar é na prevenção e resolução de conflitos, e na proteção da segurança global contra terrorismo”, afirmou o ex-secretário geral do PS.

Ao longo da audiência, António Guterres deu como exemplo a sua experiência a lidar com crises enquanto primeiro-ministro português: liderou o processo de paz com Timor e foi igualmente líder do PS durante 10 anos. Enquanto primeiro-ministro de Portugal foi igualmente acusado de “apostar demasiado no diálogo”.

O atual secretário das Nações Unidas é Ban Ki-moon, que se tornou no sucessor de Kofi Annan em 2007. Quatro homens e quatro mulheres apresentam-se como candidatos ao cargo a ser ocupado já em janeiro de 2017. No entanto, a tradição manda que o próximo líder seja natural de um país da Europa de Leste. António Guterres encontra-se entre os favoritos, mas terá de enfrentar outros representantes provenientes de países como Macedónia, Croácia ou Moldávia.

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