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Autárquicas 2017: candidatos

Num domingo marcado pelas eleições autárquicas, a ESCS MAGAZINE apresenta-te os principais candidatos à Câmara de Lisboa.

PSD
Teresa Leal Coelho

Vice-presidente do PSD desde 2012, Teresa Leal Coelho foi o nome mais esperado para ocupar o lugar de cabeça de cartaz das autárquicas de 2017 para a Câmara Municipal de Lisboa, tendo sido apresentada como candidata do Partido Social-Democrata a 19 de julho, com o lema “Por uma Senhora Lisboa”.
O seu manifesto defende uma Lisboa que agrade tanto aos locais como aos turistas. Reconhece a importância do turismo na economia, mas também alerta para a melhoria das condições nas áreas da habitação, transportes e trabalho.
No site da campanha, a candidata afirma: “a visão estratégia com que eu, (…), me apresento (…) aposta fortemente na conciliação entre Lisboa cidade atrativa que capta investimento, turismo e economia e Lisboa cidade serena que oferece a quem cá vive boas condições de vida, custos de contexto apelativos para quem aqui quer investir, trabalhar e viver e também compatíveis com o rendimento dos portugueses”.
Afirma assim que pretende conciliar os interesses públicos com os privados.

 

PS
Fernando Medina

Fernando Medina é apontado como o possível vencedor das autárquicas da capital, renovando assim o cargo de presidente da Câmara de Lisboa, que ocupa desde 2015.
No entanto, o sucessor de António Costa já fora Secretário de Estado do Emprego, da Formação Profissional e Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Economia nos XVII e XVIII governos constitucionais, respetivamente.
Com o mote “Lisboa precisa de todos”, Fernando Medina defende a diversidade. Ou seja, no seu manifesto defende a ideia de que Lisboa precisa de todos- “Para ser tudo o que pode ser, Lisboa precisa dos residentes e dos visitantes, da juventude e da experiência, (…) do fado e do kuduro, dos criativos e dos conservadores”.
Tal como Teresa Leal Coelho, Fernando Medina reconhece a necessidade de resolver problemas, valorizando por isso a discussão, o equilíbrio e as sinergias.
Os principais pilares do seu programa são: a qualidade de vida e o ambiente, a habitação acessível, o combate às exclusões e a defesa dos direitos, o emprego e a economia, a cultura e a governação.

 

PAN
Inês Sousa Real

Jurista e antiga provedora dos Animais de Lisboa, Inês Sousa Real é candidata à presidência do município de Lisboa. Tem como prioridade a proteção animal e o combate às alterações climáticas, de forma a dar continuidade às causas que o partido tem conseguido trazer para debate público.
Consequentemente, um dos seus objetivos é alterar consciências e contribuir para uma mudança de pensamento de acordo com determinados valores éticos e ecológicos, que são fundamentais para o ambiente.
Um dos principais pilares da sua candidatura são as alterações climáticas, sustentado pelo Plano de Ação para a Adaptação às Alterações Climáticas alinhado com os Objetivos da Agenda para o Desenvolvimento Sustentável.
Para além disso, Inês Sousa Real pretende remunerar o cargo do provedor municipal dos Animais, uma vez que se despedira por considerar que este cargo não apresentava condições suficientes para ser considerado voluntário.

 

Bloco de Esquerda
Ricardo Robles

Tirou o curso de engenharia civil no ISCTE (Instituto Universitário de Lisboa), mas rapidamente percebeu que a política era uma prioridade. Deputado municipal desde 2009 na Assembleia da Câmara de Lisboa, Ricardo Robles apresenta-se atualmente como candidato à Câmara de Lisboa.
O programa “Viver Lisboa” tem como principal pilar a habitação, fazendo com que as pessoas possam viver na cidade de Lisboa e não tenham de se mudar para a periferia devido às rendas muito elevadas. Os bloquistas pretendem disponibilizar 7500 casas a preços acessíveis, nos quais 30 dos 560 milhões financiados virão da duplicação da taxa turística. O partido também defende 25% de habitação a custos controlados para projetos de reabilitação e construção.
Além disso, o Bloco de Esquerda defende um agravamento do IMI para quem abandona a propriedade e um desagravamento para quem usa imóveis para habitação própria.
Outra componente do seu programa refere-se à temática dos transportes, que constitui um dos principais elementos críticos ao mandato de Fernando Medina. Um alargamento do território abrangido e dos horários dos serviços são algumas das promessas.

 

CDU
João Miguel Ferreira

38 anos. Biólogo. Militante do PCP. É este o candidato da CDU à Câmara Municipal de Lisboa.
Atualmente é vereador da Câmara Municipal de Lisboa e também deputado no Parlamento Europeu.  Os seus principais pilares da campanha são a habitação e o transporte.
Na habitação, o candidato defende que existam mais recursos financeiros por parte da União Europeia para reabilitar bairros históricos. Os comunistas ainda pretendem a criação de uma lei para que as autarquias adquiram mobiliário devoluto a preços “não especulativos” e um bolsa de fogos para arrendamento a custos acessíveis.
Em relação aos transportes, João Ferreira, à semelhança do PS e do PSD, também considera o alargamento da linha de metro uma das principais necessidades. No entanto, defende a limitação da circulação de veículos turísticos, como os tuk-tuks, com o objetivo de evitar atropelamentos ou engarrafamentos.
Por último, o candidato da CDU ficou conhecido pela sua falta de assiduidade às reuniões de câmara: em cada três, falhou uma.

 

CDS-PP
Assunção Cristas

Assunção Cristas foi a candidata do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa. Jurista, professora e ministra da Agricultura e do Mar entre 2011 e 2015, Cristas é a atual presidente do CDS-PP.
A sua candidatura e campanha eleitoral ficou marcada pelo plano de construção de vinte novas estações de metro em Lisboa- Algés, Campolide, Amoreiras, Campo de Ourique, Ajuda, Belém, Santo António dos Cavaleiros (Loures) e Loures. Apesar de tal ter sido considerado uma utopia para muitos, Assunção Cristas ainda defendeu a política de estacionamento Lisboa Parque, que prevê que os residentes não paguem parquímetro na sua zona de residência, que tenham 20 minutos gratuitos em qualquer zona e que tenham desconto no tempo de uso restante.
Face ao problema do turismo, Assunção Cristas garante que “não há turismo a mais, há Câmara a menos”. Defende assim a ideia de utilizar o dinheiro destinado ao turismo sustentável para compatibilizar infraestruturas da cidade- de modo a apresentar maior higiene, segurança ou fiscalização das atividades turísticas- em vez de atrair mais turistas.