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BCP com “negócio da China”: Fosun anuncia compra de 16,7% do banco.

Investimento tem como objetivo atingir os 30% e o Banco Central Europeu (BCE) já deu “luz verde”.

O maior banco privado português obteve no presente dia, 20 de novembro, um novo acionista de peso. A instituição Fosun adquiriu ações no valor de 16,7%, em troca de um aumento de capital que ronda os 175 milhões de euros. O investimento da Fosun é uma estratégia a longo prazo, visto que não poderá vender as suas ações nos próximos três anos.
Contundo, o grupo chinês, que já é responsável pela seguradora Fidelidade e os hospitais da Luz Saúde, não pretende limitar a sua participação em 16,7%. A intenção da Fosun é atingir uma participação de 30%, conseguindo assim uma maior supremacia em relação aos outros acionistas, nomeadamente a petrolífera angolana, Sonangol, que é atualmente o maior acionista com uma participação de 17,84%.

O aumento de participação da Fosun está dependente do que ditar a próxima reunião do BCP.
No próximo dia 21, os acionistas vão reunir-se para votar a alteração à blindagem dos estatutos de 20% para 30%. Se esta votação for a avante, é muito provável que a Fosun se torne o maior acionista da instituição financeira. Relembro que este procedimento tinha como data o dia 9 de novembro, mas teve de ser adiada, porque, segundo Nuno Amado, presidente do BCP, havia um conjunto de assuntos que ainda estavam “a ser trabalhados”.

Os diversos acionistas do banco têm-se mostrado bastante recetivos à entrada do grupo chinês, todavia, com o objetivo de equilibrar o poder no BCP, a Sonangol, presidida por Isabel dos Santos, já terá alegadamente pedido ao BCE autorização para aumentar a sua participação para um valor superior a 20%, avança o Expresso.

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