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Cimeira do clima em Paris aprova acordo histórico

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Foi aprovado, este sábado, o acordo histórico que pretende estabilizar o aquecimento global, na Cimeira de Paris sobre as mudanças climáticas (COP21). 195 países juntaram-se por um bem maior: limitar a temperatura no planeta a valores abaixo dos 1,5 graus Celsius.

O documento propõe que os planos sejam nacionais e apresentados a cada cinco anos por todos os países, contendo a sua contribuição para a luta contra o aquecimento global. O objetivo é que cada país decida o que fazer, sendo que todos têm de participar – e não apenas os países desenvolvidos, embora estes tenham de liderar os esforços na redução de emissões de gases com efeito de estufa.

Um mecanismo de monitorização e reforço destes planos vai ser colocado em prática, para assegurar que o limite de subida dos termómetros não será ultrapassado. E os países desenvolvidos prometem ampliar a ajuda às nações mais vulneráveis.

Segundo algumas das maiores Organizações Não Governamentais, o acordo contra as alterações climáticas transmite, assim, esperança. Por exemplo, a organização ambientalista Greenpeace defendeu que o tratado reflete a mensagem de que “este é o final da era dos combustíveis fósseis”.

Para o diretor executivo desta organização, Kumi Naidoo, os investidores têm de começar a descontar o dinheiro do carbono, do petróleo e do gás e aqueles que programam investir têm de fazê-lo em energias renováveis.

No entanto, nem todas as críticas têm sido positivas e o climatólogo francês, Jean Jouzel, considera o tratado pouco ambicioso por não prever “meios para agir até 2020”.

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