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Dinamarca aperta círculo aos refugiados

A Dinamarca aprovou no início desta semana uma medida que visa o confisco dos bens dos refugiados que chegam ao país.

A resolução, aprovada pela maioria do parlamento dinamarquês com 81 votos favoráveis e 27 contra, serve como um pagamento pela estadia dos refugiados no país.

Os cidadãos que cheguem só poderão ficar com objetos num valor total de até dez mil coroas, o equivalente a 1340€. Alianças de casamento, joias e artigos de valor sentimental não podem ser apreendidos, ao contrário de computadores, telemóveis e relógios.

O confisco por parte do Estado serve sobretudo para cobrir as despesas da estadia dos refugiados.

No entanto, as mesmas regras parecem aplicar-se aos cidadãos do próprio país, que só têm acesso a apoios estatais após a entrega das suas poupanças.

Outra das medidas tomadas é o tempo de espera para as famílias reunirem. Até hoje era necessário esperar um ano para que novos membros pudessem juntar-se à família instalada; a partir de agora a espera sobe para três anos.

A obtenção de autorização para residência permanente será também mais restrita.

Estas medidas foram já comparadas com os saques dos nazis aos bens dos judeus durante a II Guerra Mundial.

Associações como a Amnistia Internacional e as Nações Unidas alertam para o medo e a xenofobia que estas medidas trazem consigo.

No ano passado a Dinamarca recebeu cerca de vinte mil pedidos de asilo mas, ainda assim, não foi o único país a apreender bens; a Suíça foi criticada por confiscar bens aos refugiados ainda no decorrer de 2015.

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