Donald Trump afirma ser contra o aborto, mas admite exceções

Donald Trump afirmou ser pró-vida, mas defendeu o aborto em casos de violação, incesto e ainda quando a mãe possa estar em perigo. As declarações, publicadas no Twitter, no domingo, surgem após a aprovação de uma lei contra o aborto no Alabama. Algumas figuras do Partido Republicano já admitiram concordar com Trump.

O presidente norte-americano usou o Twitter para esclarecer qualquer dúvida sobre a sua posição face ao aborto. “Como a maioria das pessoas sabem, e para as que querem saber, sou fortemente pró-vida, com três exceções – violação, incesto e proteção da vida da mãe — a mesma posição adotada por Ronald Reagan”, admitiu Donald Trump.

As declarações surgem depois da aprovação de uma lei contra o aborto no Estado do Alabama, na terça-feira. Esta é a lei mais restritiva nos Estados Unidos, pois proíbe a interrupção voluntária da gravidez em todos casos, exceto se a mãe estiver em perigo.

Na sexta-feira foi também aprovada no Estado do Missouri uma lei que proíbe o aborto após as oito semanas de gravidez e quando o feto consegue sentir dor.

Várias figuras do Partido Republicano não são totalmente a favor da lei aprovada no Alabama, um Estado dominado pelos Republicanos. O Senador Mitt Romney, do Estado do Utah, afirmou publicamente que não apoia a lei.

Em entrevista à CNN, no programa State of Union, Romney mostrou ter uma opinião idêntica a Trump. O Senador é contra o aborto, mas admite exceções em caso de violação, incesto ou perigo para a mãe. Mitt Romney também criticou leis demasiado restritivas e permissivas no que toca à interrupção voluntária da gravidez.

A Presidente do Comité Nacional Republicano, Ronna McDaniel, também se manifestou sobre o assunto no programa New Day da CNN. McDaniel afirmou: “Pessoalmente, eu incluiria as exceções [na lei]”. Ainda assim salientou que o Partido Republicano defende a vida.

Desde 1973 que o aborto é legal nos Estados Unidos e um direito incluído na Constituição. Com a aprovação destas recentes leis contra o aborto, o Alabama e o Missouri aumentam para oito o número de Estados que têm vindo a colocar restrições na interrupção voluntária da gravidez.

Artigo revisto por: Andreia Jesus

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