Editorias, Música

Eternal Sunshine: O retorno à música pop

Depois de um tempo fora do cenário musical, Ariana Grande lançou o seu novo álbum Eternal Sunshine a 8 de março.

Com uma carreira musical que completou 11 anos em março, a cantora estava há quatro anos sem lançar um novo projeto musical, e agora está de volta com uma nova era. Eternal Sunshine é uma espécie de álbum conceitual. Esta é a primeira vez que a Ariana faz algo nesta vertente, sendo a obra levemente inspirada no filme Eternal Sunshine Of The Spotless Mind (2004), protagonizado por Kate Winslet e Jim Carrey (um dos atores favoritos da cantora).

Neste álbum, Grande navega entre diferentes géneros musicais, de R&B, a pop, house e electropop, conseguindo ainda manter a coesão sonora. Em termos de temáticas, a cantora passou no ano passado por um divórcio, sendo a vulnerabilidade um dos grandes temas deste disco. O álbum abre com uma pergunta: “How can I tell if I’m in the right relationship?” na música ‘intro (end of the world); e fecha com uma resposta, um conselho da sua avó, Nonna Grande, na faixa Ordinary Things: “And as I told her, never go to bed without kissin’ goodnight/That’s the worst thing to do, don’t ever, ever do that/And if you can’t, and if you don’t feel comfortable doing it/You’re in the wrong place, get out”.

Para mim, o aspeto diferenciador de Ariana Grande remete ao facto de a artista estar profundamente envolvida em todos os seus projetos. Percebe-se muito bem quando um cantor está presente em todo o processo musical, da escrita até à produção. Para além da presença de Max Martin como produtor no projeto, Grande tem uma enorme paixão pela área de produção e faz questão de se envolver em todo esse desenvolvimento musical. O álbum conta ainda com sete músicas escritas apenas pela artista.

A versão “slightly deluxe” do álbum tem a participação de Troye Sivan na faixa Supernatural, versões acapella e acústica de True story e Imperfect for you, e o remix de Yes, and?, com a artista veterana Mariah Carey.

Em certas músicas como True story, a artista faz alusão à opinião pública e ao ódio que recebeu no verão do ano passado, com letras como “I‘ll play the villain if you need me to” e “See it in your eyes/You got too much time/For fun, you like to pray for my demise/But I’ll play whatever part you need me to/And I’ll be good in it too”.

Relativamente a particularidades interessantes sobre o álbum, a faixa The boy is mine interpola The Boy Is Mine, um hit dos anos 90, interpretada por Brandy & Monica, e o interlude Saturn Return Interlude contém um trecho do canal do Youtube da astróloga Diana Garland.

Quanto a uma tour, Ariana não confirma nem nega qualquer possibilidade de poder arrancar em turné outra vez, mas, entretanto, encontra-se ocupada com a sua marca de maquilhagem de sucesso, r.e.m beauty, e com a divulgação promocional dos dois filmes de Wicked, nos quais atua como Glinda, uma das personagens principais. 

Destaco como uma das minhas músicas favoritas o title-track Eternal sunshine

Assim, este álbum mostra verdadeiramente a maturidade emocional, vocal e musical de Ariana Grande.

Fonte da capa: Genius

Artigo revisto por Maria Calhas

AUTORIA

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A Luiza tem 22 anos e antes de integrar o Mestrado de Jornalismo fez uma licenciatura em Línguas, Literaturas e Culturas. A Música sempre foi uma grande constante na sua vida. Toca 3 instrumentos. O primeiro instrumento que aprendeu foi o piano, depois o ukulele e a guitarra (sem contar com a flauta no 5º ano). Vem de uma família que está constantemente a consumir filmes e a analisá-los. Luiza adora ir ao cinema e é conhecida por fazer binge watching de séries.