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Ex-procurador do Ministério Público detido

Captura de ecrã 2016-02-25, às 19.02.11

O ex-procurador do Ministério Público, Orlando Figueira, foi esta terça-feira detido e está a ser investigado por ter, alegadamente, recebido um milhão de euros para arquivar inquéritos e processos administrativos.

Orlando Figueira trabalhou no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) até setembro de 2012 e é apresentado pela sociedade de advogados BAS, onde também trabalhou, como especialista de combate à corrupção. No entanto, encontra-se detido, em consequência de uma busca realizada pela polícia judiciária a bancos e empresas para recolher documentos sobre pagamentos feitos enquanto foi procurador do Ministério Público, noticiou o Diário de Notícias.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) fez saber que a operação “Fizz”, assim denominada, conta com a participação de oito juízes, 11 procuradores e mais de 60 elementos da polícia judiciária. É uma operação a larga escala; já foram realizadas buscas tanto a domicílios como a escritórios de advogados e instituições bancárias.

“A operação da Unidade Nacional Contra a Corrupção (UNCC) foi preparada em rigoroso sigilo no último ano”, explica o Diário de Notícias. Facto que já permitiu detetar pagamentos de milhares de euros feitos no estrangeiro a Orlando Figueira. Pelo que se pode constatar, o pagamento de luvas em valores superiores a um milhão de euros estará relacionado com o encerramento de cerca de uma dezena de processos relacionados com altas figuras de Angola por “falta de provas”.

A PGR adianta ainda que o antigo procurador se encontra detido por suspeita de “prática dos crimes de corrupção passiva na forma agravada, corrupção ativa na forma agravada, branqueamento e falsidade informática” e será ouvido pelo Juiz Carlos Alexandre ainda esta terça-feira.

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