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Glifosato, o pesticida potencialmente cancerígeno usado em quase todo o país

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Esta sexta-feira foi divulgado um estudo que analisou 26 voluntários portugueses e foram revelados valores elevados de glifosato, um herbicida que que a Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou como potencialmente cancerígeno.

De acordo com a representante da Plataforma Transgénicos Fora, o maior estudo sobre o glifosato foi feito na Alemanha em 2015. “O pior resultado alemão é três vezes menor que o melhor resultado português. A situação é grave.“, afirma.

O herbicida, que é utilizado para eliminar as ervas daninhas em locais como jardins, cemitérios, passeios e estradas ou mesmo para preparar terrenos para cultivo, é usado por pelo menos 89 das 305 autarquias portuguesas.
No seguimento deste estudo o Ministério da Agricultura divulgou um comunicado em que se lê que este herbicida “nunca fez parte da lista de substâncias a pesquisar, tendo sido determinada a sua introdução no Plano Nacional de Pesquisa de Resíduos (PNPR) em 2016”.

“Na sequência das observações da Agência Internacional de Investigação para o Cancro foi concluído que o potencial carcinogénico identificado está associado não ao glifosato, mas sim à presença, em certos produtos fitofarmacêuticos contendo glifosato, de um co-formulante (taloamina)”, acrescenta o Ministério.

O Comité de Peritos da União Europeia irá reunir-se a 18 de maio para analisar e decidir sobre a utilização futura do glifosato a nível europeu.

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