Literatura

Goodreads: mais do que uma aplicação de organização de livros

“Antes de dormir, já é certo que vou ler umas páginas de um livro. Tenho sempre algum — por vezes vários — na mesa de cabeceira. Nestes dias frios, então, não há como não ter este ritual, sempre acompanhado de um chá.” É assim que Jessica Durão, de 20 anos, nos explica que é apaixonada por livros. “Ultimamente, leio mais livros de viagens.”, conta-nos a estudante de Educação Básica, referindo que o seu escritor do momento é Gonçalo Cadilhe, muito por influência do seu pai — juntos criaram uma colecção de livros deste autor. “Mas não é só desse autor que colecionamos os livros. Gosto de olhar para as minhas estantes e ver o quão preenchidas estão”, conta-nos.

Para quem, como Jessica Durão, lê livros atrás de livros, é importante ter alguma forma de organização. “Em casa, tento organizar as prateleiras como nas bibliotecas, por ordem alfabética. Mas a organização dos livros que leio não se fica só pelas prateleiras.” A aspirante a professora confessou-nos que tem uma lista de todos os livros que já leu porque “assim, posso ter a noção real da quantidade de histórias que já passaram pelos meus olhos”.

E como se faz uma lista de livros que já se leu? Jessica explica-nos tudo: existe uma aplicação, chamada Goodreads, através da qual podemos colocar numa “estante virtual” todos os livros que já lemos, atribuindo-lhes uma classificação — entre uma a cinco estrelas.

Mas esta aplicação não se fica apenas por aqui:  há também a hipótese de adicionar um livro à nossa wishlist, ficando assim com uma outra estante para podermos visualizar mais facilmente todos os livros que queremos ler, mas ainda não o fizemos.

Por fim, há uma terceira estante, onde estão os livros que estamos a ler actualmente. Desta forma, podemos contabilizar o tempo que demoramos a ler um livro. Jessica Durão confessa que existem livros que leu em meio dia e outros que demorou meses a terminar, mas “só percebo isso quando olho para a estante através da Goodreads”.

Esta aplicação, que também tem um site, tem como objectivo fundamental a questão da organização das nossas estantes — virtuais e reais. No entanto, com o avançar das tecnologias e com a necessidade de chamar mais público para a plataforma, recentemente, a Goodreads criou novas funcionalidades, que tornaram esta aplicação, na opinião de Jessica, muito mais desafiante para aqueles que, como ela, se consideram verdadeiros viciados em leituras. Agora, podemos criar desafios para nós próprios: decidimos quantos livros queremos ler durante o ano corrente e à medida que vamos adicionando livros à estante dos livros lidos vamos avançando um pouco mais no nosso desafio, até ao número que estipulámos como meta. Mas ainda podemos ir mais longe:  nesta aplicação, também se vota nos melhores livros do ano, participa-se em discussões sobre livros e autores ou em giveways e outros passatempos, trocam-se ideias e sugestões e pode-se fazer download de Ebooks.

“Gosto de utilizar a Goodreads por isto mesmo: é mais do que uma aplicação que me permite organizar as minhas leituras. Acima de tudo, faz-me descobrir novos livros e continuar a alimentar o bichinho da literatura.”, explica-nos Jessica.

A aplicação pode ser instalada tanto no iPhone, como nos sistemas operativos Android e Windows Phone. No entanto, Jessica prefere usá-la através do Facebook, no seu browser, explicando que a visualização é mais simples e apelativa e também porque “já estou habituada e sei onde estão as coisas”.

Criada por Otis Chandler e por Elizabeth Chandler, a aplicação, que começou apenas por ser um website, foi lançada em 2007 e, em apenas sete anos, chegou aos 20 milhões de utilizadores. Em 2013, foi comprada pela Amazon.

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