MELHORES ROMANCES DE SEMPRE

No mês do amor, no ano do amor, numa vida cheia de amor, é certo que todos os apreciadores de literatura, ainda que não o confessem, têm sempre vontade de pegar num romance – seja ele um clássico ou a última publicação de Nicholas Sparks.

Hoje trago-vos, por ordem cronológica, os quatro romances que considero os melhores de sempre. É evidente que gostos são gostos, mas é inegável que estes quatro nomes são inesquecíveis e que estas quatro obras são geniais e um marco na nossa visão do romance e do amor.

E, inevitavelmente, se queremos falar de amor, temos de falar de “Romeu e Julieta”, publicado em 1595, pelo inesquecível William Shakespeare. Ditador do que vemos como um amor impossível e insuperável, “Romeu e Julieta” conta a história de dois adolescentes que, contra tudo e contra todos, se apaixonam. No entanto, como todos os bons romances, o drama apenas aumenta com o passar do tempo, sendo a cena final a morte de ambos – ou, como os mais apaixonados preferem relatar, o encontro dos apaixonados no plano espiritual, dado que não podiam ficar juntos no plano físico.

Fonte: Wook
Créditos: Relógio D’Água

Em 1813, Jane Austen oferece-nos “Orgulho e Preconceito” – e, confessem, quantas de nós não sonhámos com o nosso próprio Mr. Darcy ou nos comparámos à heroína, Elizabeth Bennet? Apesar de ter sido escrito e publicado no século XIX, o romance continua a estar no topo da lista de romances da Goodreads (a “rede social” dedicada aos livros) e no topo da minha lista também. Se ainda não ouviram falar da história, aconselho a lerem este livro que, apesar de ser um romance, trata também de assuntos como a educação, a cultura e a moral.

Fonte: Wook
Créditos: Editorial Presença

Finalmente, as últimas duas obras que vos trago são datadas do mesmo ano: 1847.

“Jane Eyre”, de Charlotte Bronte, é uma autobiografia da personagem principal, Jane, que conta momentos que definem os seus valores morais e modo de pensar desde a sua infância até à sua vida adulta. O livro é uma marca de emancipação da mulher e uma sátira social ao pensamento de que a mulher não servia para trabalhar e que o seu papel principal era casar para, em consequência, ser uma “fada do lar”.

Fonte: Amazon
Créditos: Editora Paperback

O quarto romance, apesar de surgir mencionado em último lugar, é o meu favorito e tem um lugar especial na minha prateleira dos romances – trata-se do “Monte dos Vendavais”, de Emily Bronte, e, quem não conhece esta obra, certamente reconhecerá o nome da música de Kate Bush. A história de amor entre um rapaz pobre – Heathcliff – adotado pelo pai da menina rica – Catherine – e a própria menina rica é um clichê no mundo romântico. O casal enfrenta, à semelhança de Romeu e Julieta, vários obstáculos, sendo o maior deles o irmão da heroína.

Fonte: Wook
Créditos: Dom Quixote

No entanto, acabam por não terminar a história juntos, nem no plano espiritual nem no físico: Catherine morre antes de Heathcliff e este afirma que ela volta para o assombrar nos seus sonhos. No entanto, o fascínio desta história de amor – bem como de todas as outras que mencionei acima – está entre as páginas do livro: vão procurá-la.

Artigo revisto por Lurdes Pereira

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