Motociclistas entregam manifesto no Manifesto e obtêm apoio do PCP

Milhares de motociclistas concentraram-se, a 18 de fevereiro, em frente à Assembleia da República, em Lisboa, onde entregaram um manifesto aos representantes dos partidos. Este surge como resposta à nova medida, com entrada em vigor em junho deste ano, que irá obrigar a que todas as motas sejam inspecionadas periodicamente.

No dia 18 de fevereiro de 2018, foram vários os motociclistas que se concentraram em frente à Assembleia da República, em Lisboa, de modo a entregar um manifesto, cuja frase de destaque era “As vítimas na estrada não podem ser usadas para justificar a implementação de medidas que nada têm a ver com as causas dos seus acidentes”. Isto depois de, em janeiro passado, o ministro da Administração Interna ter anunciado que as inspeções periódicas a motociclos vão avançar no primeiro semestre de 2018.

Os motociclistas consideram “uma farsa” que se exija inspeções periódicas obrigatórias às motas e, segundo o que António João – do Grupo de Ação Motociclista – afirmou à Lusa, foi realizada uma “manipulação” aos números da sinistralidade em relação às motos. Apesar de admitir que houve em 2017 um aumento de vítimas motociclistas, acrescenta que: “(…) há diminuição de vítimas mortais e feridos graves comparativamente ao número de motos em circulação e aos quilómetros percorridos”.

E, depois, acrescenta ainda que “um estudo europeu diz que apenas 0,3% dos acidentes são causados por falha mecânica”. Desta forma, não vê em que medida “as inspeções às motos vão adicionar alguma mais-valia em termos de prevenção da sinistralidade”.

Ainda durante o manifesto, puderam contar com o futuro apoio do deputado comunista Miguel Tiago, uma vez que garantiu que o grupo parlamentar do PCP não aceitará “que a sinistralidade dos motociclistas seja justificação para tomar medidas” e que não aceitam qualquer manipulação de dados.

Para além disso, tanto o deputado comunista Miguel Tiago como também os restantes motociclistas, manifestaram-se contra a reversão da chamada “lei das 125 cc”, a qual permite aos portadores de carta de condução de veículos conduzir também motos até 125 centímetros cúbicos.

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