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No Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, Amnistia exige a libertação de mais de cento e vinte jornalistas

Na luta pela liberdade de imprensa, a Amnistia Internacional exigiu esta quarta-feira a libertação de mais de cento e vinte jornalistas turcos. Por todo o mundo, foram vários os protestos contra a prisão de jornalistas.

“Repórteres sem fronteiras” é o que se pode ler nos cartazes de jornalistas que participaram numa manifestação em Istambul, pela defesa da liberdade de imprensa turca.

Depois de uma tentativa falhada de golpe de Estado na Turquia, em julho do ano passado, que levou à imposição do estado de emergência no país, a repressão contra os jornalistas é evidente: 156 media desapareceram, mais de dois mil e quinhentos jornalistas e trabalhadores dos organismos de comunicação social foram despedidos. Já este ano, os dados mostram, até ao momento, 38 jornalistas presos.

Mas qual a base destas detenções? Foram detidos jornalistas por publicações no Twitter, por caricaturas feitas ou por opiniões partilhadas publicamente.

“Uma grande quantidade de jornalistas independentes na Turquia é colocada atrás das grades, detida durante meses infindáveis sem acusação nem julgamento, ou enfrenta processos com base em vagas leis antiterroristas”, afirma Salil Shety, secretário-geral da Amnistia Internacional.

A Turquia encontra-se no 151.º lugar entre os cento e oitenta países incluídos no Índice de Liberdade de Imprensa dos Repórteres sem Fronteiras de 2016.

Para combater este problema, a Amnistia Internacional denuncia as condições em que vivem os jornalistas detidos – privação de acesso a advogados, detenção e acusações sem provas – e lança uma petição online que, sob o lema “O jornalismo não é um crime”, exige a libertação de mais de cento e vinte jornalistas turcos. O documento já tem mais de duzentas e cinquenta mil assinaturas.

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