Eurico, o Presbítero é uma obra, dentro do estilo Romântico, de Alexandre Herculano, que foi um historiador, escritor e jornalista do seculo XIX.

Eurico e o seu grande amigo, Teodomiro, lutam lado a lado em conjunto com o rei de Espanha contra o exército franco e seus aliados. Depois de vencer inúmeras batalhas, a personagem principal passa a viver numa vila pacata e calma. Nessa vila encontra aquele que vem a ser o seu grande amor, Hermengarda.

Os dois vivem uma louca a intensa história de amor e, sem saber que a sua amada era da realeza, Eurico decide pedir ao pai da mesma, um duque, a mão de Hermengarda. Contudo, este pedido é recusado.

Recusado o seu pedido e a sua vontade Eurico dedica-se à vida religiosa e torna-se presbítero de Carteia, para ignorar os seus desejos e lembranças relativamente a Hermengarda.

Contudo, os árabes decidem invadir de novo a península e o sacerdote decide alertar o seu amigo e companheiro de guerra e cria assim uma nova identidade que permite que este lute contra os invasores. Nasce, então, o enigmático Cavaleiro Negro.

Este herói misterioso, característico do Romantismo, vencedor de todos os confrontos com que se depara, torna-se admirado e a lenda da Península Ibérica e dos arredores.

Quando a vitória parece garantida o povo árabe decide raptar Hermengarda por esta pertencer a poderosas e ricas famílias. Eurico, enquanto Cavaleiro Negro, resgata a sua amada quando esta está prestes a ser vítima de abusos e leva-a para junto do seu irmão.

Já em segurança numa gruta escondida a dama encontra Eurico e decide declarar o seu amor por ele. No entanto, o Presbítero não acredita que possam ficar juntos e revela a sua identidade secreta como Cavaleiro Negro. Ambos desolados, despedem-se e o Cavaleiro, ciente da sua obrigação para com a pátria, parte para um combate suicida contra os árabes e desaparece.

Apesar de triste, esta é uma obra épica de Romantismo que enfatiza a mulher de um modo frágil e angelical e usa intensamente a natureza e o seu caráter de paz. Apesar de este ser um livro pequeno, contém uma linguagem um pouco difícil. Rico em descrições e caracterizações, foi, para mim, uma história de amor intensa e cheia de “magia”. Mesmo tendo um final desastroso, não pode deixar de ser lido como um dos grandes clássicos de Alexandre Herculano.

 

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