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O Facebook como comunicação política

“O facebook reduz os custos da relação politico-cidadão porque essa comunicação é grátis.”

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Da televisão à internet é o tema que está na ordem do dia. Cada vez mais assistimos a uma mudança de protagonismo no que toca à informação e comunicação e esse protagonismo está a ser roubado pela Internet à televisão. Porquê? Os tempos mudaram e tudo hoje em dia é uma correria. As pessoas não estão dispostas a esperar que a televisão lhes forneça o que elas querem.

Tudo se quer na altura, no momento, e a internet tem essa mesma vantagem, com apenas um clique se chega à informação que se quer. E com isto facilmente chegamos à comunicação política de que se falou no seminário organizado pela Direção do Mestrado em PM.

Este seminário com o tema: “A política 2.0 e o Facebook como plataforma de comunicação política em Portugal” permitiu abordar assuntos que normalmente não se ouvem muito. No dia 14 de Novembro, na sala 2P7, pelas 18.30h, falou-se da comunicação política online.

Se antigamente a política e a televisão eram, e ainda são, complementares, ou seja, uma não existe sem a outra, hoje em dia a Internet também começa a ter o seu lugar.

Com o desenvolvimento da Internet surgiram as redes sociais que cada vez estão mais presentes no dia-a-dia de cada um de nós. Isto chamou a atenção dos políticos para uma nova forma de comunicação política e é por essa mesma razão que muitos estão online e têm um perfil de facebook.

O facebok permite a visibilidade de uma comunicação que é grátis e para juntar a estes fator ainda existe a publicidade que os políticos fazem.

Na televisão os políticos só podem “vender a sua ideia” no periodo de campanha eleitoral em que têm aquele tempo de antena específico, mas, por outro lado, no facebook podem fazer essa mesma publicidade quando quiserem e precisarem. Neste tipo de comunicação política, o cidadão passa a ser visto como um participante ativo.

Com este novo papel da internet, as pessoas podem “dizer o que lhes apetece às horas em que lhes apetece”, segundo Diana Anjos, criando assim um papel multidirecional da mesma. O que se quer dizer com isto é: uma vez que os políticos estão online, cria-se a sensação de que estão mais próximos dos cidadãos e com isso advém um compromisso, o compromisso da interação.

Esta interação nem sempre acontece e falha criando nos cidadãos descontentamento. Segundo a oradora, existe este pensamento: “Se estás online deves interagir e se não interages eu posso comentar o que bem me apetece aqui, porque tens esse compromisso. O compromisso de comunicares e interagires com os cidadãos”.

Essa falta de interação provoca mais comentários negativos nos perfis de políticos que não respondem e que se mantém afastados quando, no entanto, têm um perfil online que os deve manter próximos. “Se estamos online é necessário assumirmos um compromisso” e é exatamente isso que falta à maioria dos políticos.

Mas será essa comunicação através do facebook eficaz e inteligente? Apesar de online, quantos políticos interagem efectivamente com o seu eleitorado? A verdade é que, apesar de esta ser uma excelente ferramenta de comunicação política, não é devidamente usada.

A oradora, Diana Anjos licenciada no ISCTE em ciência política e mestrada em comunicação social no ISCSP, respondeu à ESCS MAGAZINE a esta questão: “Idealmente, uma não existe sem a outra, ou seja, comunicação política não existe sem interacção. No entanto, os políticos portugueses não interagem com o seu público. Isso é estúpido porque estão a comunicar para o vazio. É uma falha da equipa de comunicação dos políticos e dos próprios políticos e não da comunicação política pelo facebook em si.

Para concluir é importante ressalvar a ideia principal deste seminário, ou seja, a ineficácia dos políticos em usarem os excelentes meios de comunicação política, como o facebook, a seu favor. Existe ainda a revolta de quem os vê online e exige por isso um compromisso – que haja interação politico-cidadão.

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