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Paro Quando Quiser – Génios à Rasca

 Smetto Quando Voglio, a primeira longa-metragem do italiano Sydney Sibilia, responsável pelas curtas Iris Blu (2005), Noemi (2007) e Oggi gira così (2010) – esta última que ganhou vários prémios e reconhecimento em Itália e na Europa –  chega dia 27 de outubro às salas de cinema portuguesas e a ESCS MAGAZINE diz-te tudo o que precisas de saber.

O filme que em português se denomina Paro quando quiser – Génios à Rasca teve a sua antestreia na 8 ½ Festa do Cinema Italiano, no passado dia 20 de outubro, em Beja, após a primeira exibição no Brasil a 25 de agosto deste ano, que contou com uma receção positiva. Agora é finalmente exibido para o grande público nos cinemas NOS Amoreiras (Lisboa) e NOS Alameda (Porto).

In media res, assim nos é apresentada a primeira cena desta comédia: começa com Pietro (Edoardo Leo), professor universitário de neurobiologia e investigador no campo da dinâmica molecular, a retratar, através de um breve resumo, a sua situação atual.

Sendo uma obra inspirada no artigo “Aqueles homens do lixo com licenciatura”, referente a uma situação de crise vivida na Itália, não é de admirar que se tenha recorrido ao mesmo sentimento de injustiça face aos cortes nas áreas de investigação para delinear o ponto de partida da ação.

Quando Pietro se vê confrontado com vários infortúnios, nomeadamente profissionais e económicos, torna-se «um génio à rasca». Indignado com a sua condição, que não parece melhorar, “persegue” o alento de uma pequena vitória, o que o conduz ao contacto acidental com o mundo das drogas.

Faz-se luz: decide usar os seus conhecimentos para criar uma smart drug dentro da lei italiana! Não conseguindo realizar este projeto pseudo-criminoso sozinho, reúne o gangue ideal que conta com peritos astutos em diversas áreas que, tal como Pietro, estavam “a viver na miséria”. Juntos inventam o sistema perfeito que lhes trará sucesso, poder, dinheiro, mulheres, ao bom estilo dos filmes americanos contemporâneos. Será o paraíso eterno?

Ao mergulhar neste mundo de estupefacientes o espetador é levado numa viagem hilariante que tem como propósito primacial entreter o público jocosamente, onde “abanar o capacete” se torna quase literal.

Uma comédia inteligente que inclui trocadilhos, ironias, caricaturas: não é ao acaso que um cão é apelidado de Rapsodia Bohemiana, nem é ao acaso o título da música introdutória, Why don’t you get a Job (da banda The Offspring), muito menos a inadequação cómica e a inversão de papéis das personagens, relativamente ao que é expectável.

Tanto a imagem pitoresca como a aplaudível banda sonora, juntamente com o argumento cinematográfico, elevam o filme a outro nível, o que é comprovado pelas nomeações e vitórias que recebeu em diversos prémios de cinema e festivais.

É um filme ideal para quem aprecia uma boa paródia, uma experiência divertida para qualquer cinéfilo!

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