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Perto da extinção: morre mais um exemplar do rinoceronte-branco-do-norte

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A história desta espécie é apenas mais um exemplo das centenas que todos os anos caminham para o desaparecimento. Independentemente da causa, o número de espécimes de rinocerontes-brancos-do-norte vivos é assustador: restam apenas três em todo o mundo, depois da morte de Nola, no Jardim Zoológico de San Diego, nos Estados Unidos.

Tinha 41 anos e um estado de saúde que se vinha a deteriorar desde há algumas semanas, desde que foi submetida a uma cirurgia, no dia 13. Problemas clínicos como artrite, uma infeção (que surgiu depois de lhe terem retirado um abcesso na anca), assim como a perda de apetite e das forças, fizeram com que os médicos considerassem que já nada podiam fazer para que se recuperasse – teve de ser abatida.

Os últimos exemplares que restam desta espécie tornam-se ainda mais preciosos. São três, duas fêmeas e um macho, e vivem no Quénia sob os cuidados da OL Pejeta Conservancy, uma organização sem fundos que se dedica à preservação e conservação de espécies. E é neste grupo que se insere Sudan, o rinoceronte-branco-do-norte macho que protagonizou algumas notícias, há alguns meses atrás, por viver sob vigilância apertada por parte de guardas armados.

Tentam preservá-lo para que não seja vítima de caçadores furtivos que procuram os valiosos chifres destes animais. São eles os principais responsáveis pela diminuição drástica da população desta espécie nas últimas décadas – em 1960 existiam cerca de 2000; atualmente já só restam três. E, tendo em conta que apenas há um do sexo masculino, é nele que residem as esperanças para a reprodução sexual. Por isso, a organização que cuida de Sudan promove, desde fevereiro, uma angariação de fundos em todo o mundo para que possam reforçar e treinar a equipa que garante a segurança do rinoceronte-branco-do-norte.

Por outro lado, no Jardim Zoológico de San Diego, onde Nola viveu por 26 anos, está a tentar-se plantar embriões da espécie branca em seis fêmeas de rinoceronte-branco-do-sul, para combater a extinção de rinocerontes-brancos-do-norte. Por todo o mundo destacam-se heróis deste nível para tentar travar o rápido desaparecimento de várias espécies anualmente. Estima-se que, entre os animais ameaçados, estão 11% das aves e 25% dos mamíferos.

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